You can’t get hope for free

Não adianta. Por mais que a gente corra, fuja, se esconda, uma hora a realidade bate. E bate forte. Na verdade, é uma porrada tão grande que é até difícil acreditar que ela aconteceu. É, a partir de agora tudo fica mais difícil. Foda mesmo. Sinto como se o mundo tivesse virado do avesso, e resolvesse despejar tudo de ruim aqui.

No entanto, não consigo me desesperar. Não consigo nem mesmo ficar muito triste. Tem uma pontada no coração, uma luz pulsante que diz “Tudo vai acabar bem”. E, por incrível que pareça, ela é mais forte que todo o meu pessimismo. Fodam-se as estatísticas, foda-se a realidade, foda-se qualquer coisa que tenha relação com isso. Tem essa pequena pontada de esperança. Eu me agarro a ela com tudo o que tenho, não por desespero, mas por ter certeza de que é ela que está certa. É o meu instinto que sabe das coisas desta vez, agora são todos os meus sentimentos que fazem a diferença. Não vai ser fácil, nem agradável. Mas eu sinto que vai ter um final hollywoodyano, onde tudo dá certo, todos saem felizes. E nada, nada pode contrariar isso porque é o que eu SINTO. É o que eu não posso mudar.

Por isso, se alguém me ver triste, faça o favor de me xingar, de me chutar, de encher a minha cara de cerveja. Tenho motivos para me preocupar, mas não para parar de sorrir. Tenho motivos para temer o que vai vir, mas não para duvidar do desfecho – e, no final, tudo vai acabar bem. Não sei exatamente como, nem porque, mas é o que diz aquela luz no coração. Se não é impossível, pode ser feito. Aliás, “pode” não. VAI ser feito. E, quando tudo voltar ao normal, eu vou olhar esse post e me lembrar que hoje eu descobri o verdadeiro significado de uma palavra simples. Ninguém consegue esperança de graça. Porque ela não tem preço.

Free Yourself I

Só pra deixar bem claro de começo: não é viadagem nenhuma. Conheço bem os leitores-autores desse blog, e acho esse comentário necessário. Passamos ao texto propriamente dito.

Já há mais ou menos um ano venho utilizando o pacote Mozilla para navegação (Firefox) e para administração de e-mails (Thunderbird). Para os que não sabem, eles são conhecidos como Software Livre, ou Open Source – termo que vem sendo utilizado há pouco tempo pelo duplo sentido da palavra “free” em inglês. “Free” pode ser ‘livre’ ou pode ser ‘grátis’, e nos princípios de software livre em momento algum se fala algo como “deve ser gratuito”. Como não é essa discussão o objeto principal do post, deixo-a para um outro momento. Mas pesquisem – recomendo a Wikipedia.

Esses dois programas são ótimos, e dão DE RELHO no Internet Explorer e no Outlook, programas normalmente burros e extremamente vulneráveis. Com essa boa referência, juntei coragem e baixei o OpenOffice em casa (na Procergs quase só uso ele). Não me deixa na mão, embora tenha alguns problemas de compatibilidade com o pacote da Microsoft. Mas enfim, não é insuportável como o Office, e é até um pouco mais inteligente que ele. Ainda está com muito saldo positivo.

Agora dei um salto maior. Na verdade, é por causa desse salto que eu estou escrevendo. Neste exato momento, estou postando para o Cataclisma14 SEM USAR O SISTEMA OPERACIONAL DA MICROSOFT (aquele que tranca, mostra telas azuis e nos irrita profundamente pela incapacidade de funcionar direito quando a gente mais precisa). Instalei na Procergs o Ubuntu, uma das mais recentes e comentadas distribuições de Linux.

Esse é apenas o primeiro post de uma série. É pra dizer pra todo mundo que estou feliz porque NUNCA MAIS MEUS PROGRAMAS VÃO EXECUTAR UMA OPERAÇÃO ILEGAL. Simplesmente porque só o Tio Bill sabe dizer o que raios isso significa – e talvez nem ele mesmo.

Aguardem a seqüência, a idéia é fazer uma trilogia. Além desse, ainda pretendo fazer um post FALANDO MAIS SOBRE SOFTWARE LIVRE E SOBRE O UBUNTU, e um último FAZENDO UMA AVALIAÇÃO DO UBUNTU, após umas duas semanas de utilização. Minha primeira impressão, pasmem, é ótima.

Beijos nas gurias e abraços pro resto.

Na falta do que fazer…

Como tá na hora do almoço ( e eu não gosto de trabalhar na hora do almoço), eu devia estar saboreando um prato de panquecas. Entretanto, há uma reunião na sala de reuniões, e caso precisem de alguma coisa eu tenho que estar a postos. Logo, não almocei, nem estou almoçando e, aparentemente, não vou almoçar por algumas horas. Tendo percebido isso, resolvi fazer considerar coisas:

– Existe um momento exato onde a fome, depois de ter crescido exponencialmente, transforma-se em um híbrido dor de barriga/vontade absurda de comer;

– Preciso descobrir se uma pessoa me bloqueou no MSN. Alguém tem alguma idéia de como isso pode ser feito? Rafael?

– Tomar um copo de água quando se está faminto não é uma boa idéia. Diria até mais: é uma má idéia. Parece que o meu estômago se transformou em um aquário, faltando apenas os peixes;

– Sendo ele um aquário, aparentemente o esôfago se transforma em um snorkel, pois a sensação que tenho é a de ar sendo bombeado pro estômago violentamente;

– Realmente esperava acabar esse post com um “Agora vou indo almoçar”, mas as perspectivas não são boas. E eu nem trouxe pastelina hoje pra pelo menos dar um golpe de vista na fome;

– O italiano Fabio Capello foi sondado para treinar o Real Madrid. Entre as exigências dele, estavam: BOTAR PRA RUA o Ronaldo, Roberto Carlos, Helguera e Salgado. Exatamente o que eu faria. Não é a toa que o cara é técnico da JUVENTUS, atual LÍDER ISOLADA do CAMPEONATO ITALIANO;

– ¬¬

– É..

– Vocês tão ligados que parece que vai chover?

DeLorean?

De tempos em tempos, a ciência e a tecnologia nos surpreendem. Claro que essa surpresa tem sido cada vez menor, já que hoje em dia sempre tem um idiota pra inventar uma idiotice que ninguém precisa. No entanto, tem aquelas que nos deixam realmente embasbacados, com aquela expressão de “Deusulivre” no rosto. E foi isso que o Google fez. Com uma ascensão meteórica, um nome já consolidado e uma política de dominar o mundo, não é de imaginar que seja dele sum dos programas mais comentados atualmente: o Google Earth.

Mas o que é? Bem, o Google Earth é um programa que, ligado a um satélite, permite que o usuário encontre qualquer localidade da Terra, algumas com tanta precisão que é possível ver ruas, cruzamentos e até hospitais e restaurantes mais famosos em mapas 3D. Ou seja, deixa qualquer um ver qualquer lugar a qualquer hora (ainda que nem todas as cidades tenham uma definição boa).

Seria então esse programa o início do Big Brother previsto por Orwell no seu temível 1984? Uma ferramente aparentemente inocente, mas cujo verdadeiro propósito é observar todos os passos de qualquer cidadão do mundo, podendo transformar-se em uma arma (um GoldenEye menos estiloso)? Ou seria apenas um mapão que as pessoas podem consultar pra ver os lugares que pretendem, irão ou sonham em visitar?

Independente da resposta, uma coisa é certa: quanto mais se vasculha sobre o mundo dos humanos, mais bizarrice se acha. Em uma pequena cidade da Austrália, o programa registrou uma imagem de um CARRO VOADOR. Isso mesmo. Um veículo automotor que pairava três ou quatro metros acima do solo. Para os descrentes, vejam com seus próprios olhos:

Qual seria a explicação? Alienígenas? Projetos secretos do governo? Campanha publicitária utilizando mídia alternativa? É hora de se assustarem, meus amigos. O desconhecido está à solta.

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Tá, todo mundo sabe que não existe carro voador. Existe sim uma explicação, mas eu não to afim de colocar ela aqui – quem quiser, procure.

Quem preferir acreditar na foto, pode ir elaborando suas teses, explicações, teorias e até mesmo jogadas ensaiadas de bola parada. Viver com imaginação algumas vezes faz bem. Afinal, existem muito mais mistérios entre o céu e a Terra do que o Google Earth pode imaginar.

A força das palavras

Sim, eu tirei do ar o post anterior.

Não vou dar muitas explicações. A verdade é que ele – ao ser vomitado – acabou sendo apenas metade MEU. A outra metade é LITERÁRIA, com recursos lingüísticos que as pessoas leram e que acabaram mexendo com elas.

Foi aí que eu tornei a me dar conta da força que as palavras têm de tocar as pessoas.

Por isso aqui eu me retifico: aos assustados, desassutem-se; aos preocupados, despreocupem-se; aos ofendidos, desofendam-se. Ele foi apenas um texto que saiu do meu controle. Os que não leram, sinto muito. Não vou republicá-lo.

Beijos nas gurias, abraços pro resto.

Escolhas

(Eu sei que alguém deve ter visto este texto já, mas achei legal postar pra todo mundo aqui também. Valeu!)

Hoje eu levantei as 10:30 da manha, mas calma isso não é um diário, é uma reflexão. Quando eu saí da cama e fui até o banheiro escovar os dentes, o calor me fez decidir por tomar um banho. Ao abir o armário, eu senti que o calor ia piorar e a camisa de manga curta cairia melhor que a de manga cumprida. Apesar de feia, camisas são imprescindiveis (como escreve?) no meu trabalho. Na rua, o calor não estava tanto no início do meu trajeto para a Caixa, decidi que iria a pé. Na metade do caminho, já suado, entendi porque dizem que 29ºC é quente. O bom foi ter escolhido a camisa feia, mas leve.

Tudo isso pra dizer que, por mais simples que sejam, as escolhas são parte do nosso dia, do início ao final. São parte da vida, desde o bico ou a mamadeira até a o remédio normal ou o genérico. Escolhas. E elas são muitas vezes importantes quando nem sabemos, como o fato de colocar a camisa certa ou desmaiar no sol… Mas o que, pra mim, pode fazer das escolhas às vezes tão difíceis pra todos nós é a forma como encaramos elas.

Quando eu disse pra minha mãe que não iria mais morar com ela, isso na véspera dos meus 18 anos, ela fechou a cara e disse que era uma decisão definitiva, eu não deveria voltar mais. E eu levei na boa. Nunca mas voltei a morar lá. Talvez voltasse se quisesse, ela adoraria, mas levei a sério o que ela disse. Da mesma forma que, há duas semanas atrás devolvi 20 reais para o pai, emprestados por ele com a condição de devolver depois. Ele ficou me olhando com uma cara estranha na hora que entreguei o dinheiro de volta, 2 dias depois, e disse “não precisa devolver”, mas eu levei a sério o que ele disse. As escolhas são diferentes, mas são iguais, porque são encaradas igualmente.

Não estar mais em casa deveria ter o mesmo peso de escolha que devolver 20 reais. Eu acho. Mas pra muita gente não é assim.

Um dia, você vai ter que optar por se formar, ou não. Optar por casar, ou não. Por ter um filho, ou não. Mas procura sempre lembrar que tudo isso, apesar de lidar com detalhes diferentes, ou mais atores, é tão importante quanto devolver uma nota de 20 reais que você pegou emprestada 2 dias antes. Com isso eu não quero dizer que ter um filho é algo pouco importante, mas sim que toda a escolha é importante. Logo, ter um filho é importante. Esbarrar em alguém que você nunca viu na rua, deixando cair a papelada da pessoa no chão, e ajudar a recolher é importante.

Porém se tudo isso é importante, então é tudo difícil de escolher também? Não! Se isso fizer parte da sua vida, deixa de ser. Você passa a ter cuidado com tudo, seja seu ou do outro, seja visto ou não. E o ter cuidado naturalmente passa a não te deixar tão mal com as escolhas…. já pensou nisso?

Quando você escolhe viver, você também não deixa de ter história, viu Márcia? Quando você escolhe mudar de lugar, você não deixa de ter vivido no lugar anterior. Quando você muda as pessoas, você não deixa de tê-las. Quando você muda de faculdade, não deixa de ter a antiga. Quando você muda de sentimentos, não deixa de saber do amor que sentiu.

..quando você não me disser mais as coisas lindas que diz, você não terá apagado isso da vida. Foi só uma escolha de deixar isso para trás, mas você não perde nada. Nem eu. Só ganhamos recordações lindas. Assim como nós já temos ótimas recordações de anos anteriores das nossas vidas. As escolhas são necessidades, e não podem ser doloridas, pois a gente tem sempre de olhar pra frente, já que os olhos estão virados pra lá e a vida segue…

Se as escolhas são parte de toda a nossaa vida, de cada minuto dela, então não dá pra pensar demais nas consequências.
Escolhe viver. Descobrir coisas novas, me dizer cosas bonitas. …Com uma roupa leve, de preferência.

Pensando bem, tô sem ânimo de ir ao cinema

Frustração com gosto de decepção: sozinho jamais bancarei este apartamento. Bate-boca familiar: problemas antigos resolvidos da pior maneira possível. Balde d’água fria iminente: não permitirão entrar sem ingresso. Pra morrer, basta estar vivo: questionar parece inútil.
Não faz muito quando preferia guardar tudo e esconder de todos até passar; sempre consegui. Bom, ninguém é de ferro.

Until the end of the world

Dono da turnê mais lucrativa de 2005, o U2 desembarca no Brasil em fevereiro para dois ESPETÁCULOS em São Paulo. No entanto, o que devia ser o evento do ano, virou a confusão do ano: informações desencontradas, filas quilométricas, falta de atendimento, poucos guichês e site fora do ar foi o que marcou o primeiro e último dia de vendas para o show do dia vinte.

Tudo bem. Todo mundo sabia que o U2 causaria uma comoção nacional. Todo mundo MENOS os empresários, que vieram com a desculpa “Foi uma demanda muito maior do que esperávamos”. Os pontos de vendas reunidos apenas em São Paulo (10) e no Rio (2) simplesmente NÃO FUNCIONARAM: as filas não andavam. Diazem que entre as onze da manhã e as nove da noite foram vendidos SETE ingressos no Pão de Açúcar de Copacabana. Sete. No meio da tarde, a imprensa já afirmava que os ingressos para o Emotion (tipo uma ala VIP) já tinham se esgotado – nada anormal, a não ser o fato de que NINGUÉM conhecia NEM UMA PESSOA que tivesse comprado. No Orkut, as pessoas reclamavam que o site não acessava, e eu (que passei o dia inteiro monitorando a comunidade U2 Brasil) não vi mais do que DEZ pessoas que foram no Orkut e disseram que tinham comprado ingresso pelo site. E destas dez, uma delas teve a compra cancelada.

Os boatos começam a rolar. Dizem que a Telefonica, uma das apoiadoras, teria 10 mil ingressos pra vender entre seus funcionários. Inclusive, apareceram pessoas que, na tentativa de ajudar outras a conseguir as entradas, sugeriam falar com alguém da Telefônica porque elas haviam conseguido dessa maneira. Dizem também que os outros apoiadores e patrocinadores possuem alguns MILHARES de ingressos pra distribuir entre convidados, VIPS e promoções. Não sei o que é verdade e o que não é, e francamente não acredito muito em boatos. Mas o que andam falando fecha perfeitamente com o que aconteceu. E tá tudo muito, muito estranho.

Só sei que ainda não tenho meu ingresso e to PUTO DA CARA. PORRA!

Por onde eu começo?

Eu achei que isso não era possível, mas estou descobrindo que é. Um misto exótico de contentamento e medo.

Trabalho na Procergs (ainda), e passo ao menos 8 horas do meu dia em um ambiente completamente fechado, com ar condicionado, na frente de uma tela de computador. Produzindo textos, navegando na internet, tomando chimarrão, enfim.

Eu vejo meus emails no trabalho, eu finalizo meus trabalhos de faculdade no trabalho (não nas férias, óbvio), eu imprimo as minhas coisas no trabalho, e pago as minhas contas pela internet no computador do trabalho.

Daí eu chego em casa e não sei o que fazer com o computador.

Há pelo menos um mês eu não tenho usado nem 25% do que o meu PC me permite, simplesmente porque eu não sei exatamente o que fazer com ele. Tipo o garoto virgem na sua primeira vez; não sabe onde pôr as mãos, não sabe o que dizer, não sabe a hora certa de tirar o sutiã dela. “Like a Virgin”, da Madonna, já explora essa temática.

É como se eu sentasse pela primeira vez na frente de uma tela de computador, e não soubesse bem por onde começar – que botões apertar, que programas abrir, etc. Ainda bem que tenho o bLog para escrever, se não (provavelmente) eu não teria ligado o PC e já estaria dormindo. Estou achando essa história de não sentir tanta necessidade do computador ÓTIMA, mas ao mesmo tempo estou com medo – é a primeira vez que sinto isso.

Minha vida está ficando definitivamente estranha. E não sei se isso é bom ou ruim, mas vamos lá. “Let it be”, não é mesmo?

Beijos nas gurias, abraços pro resto.