Seguir a correnteza

Acho legal aquelas correntes que passam de blog em blog, do tipo “Cinco coisas que eu odeio”, e aí a pessoa indica cinco outros blogueiros pra responder o mesmo, que indicam outros cinco, e assim por diante. Tá, pode até ser meio bobo, mas eu gostaria de participar e vivo pensando no que responderia.

Digo isso porque nunca fui convidado para tal atividade. Mas, ao invés de ficar chorando e lamentando o leite derramado, como os colorados fazem desde 2005, resolvi criar a minha própria corrente. Isso mesmo, sou um homem de ação, então aqui está a nova corrente Cinco coisas que eu sei fazer e todo mundo também sabe:

1 – Correr atrás do ônibus: Junto com o futebol, é o esporte mais popular do Brasil. O legal é que correr atrás do ônibus é uma arte: o cara começa com passos ritmados, cadenciando o jogo. Conforme a posição em que o veículo se encontra, ele calcula o tempo e aumenta/diminui o esforço, podendo chegar até um sprint final para alcançar o ônibus um segundo antes da porta fechar e levando a galera da parada ao delírio;

2 – Quebrar copos: Hoje em dia o pessoal se espanta quando encontra uma pessoa de 18 anos virgem. Que nada, incrível mesmo é encontrar alguém que tenha chegado aos 18 anos sem quebrar um copo. Talvez porque isso seja uma metáfora da sociedade atual: a pessoa tá lá, tirando a mesa depois do almoço, pega os talheres, o prato, o pote com a salada e percebe que dois dedos da mão ficaram livres. Instintivamente resolve carregar o copo junto, para não precisar fazer duas viagens, e aí o fato é consumado – ou seja, enquanto humanos, tentamos fazer as coisas apressadamente e de qualquer jeito, ao invés de ter paciência e fazer do jeito certo. Por isso, vivemos quebrando a cara.

3 – Precisar de dinheiro: Não ter dinheiro é um problema grande. Agora, não ter dinheiro e viver precisando dele é algo realmente chato. Tipo, pra qualquer lugar que o cara vá ele sempre acaba precisando de mais do que tem, e isso cria um efeito dominó que atinge todas as atividades subsequentes, deixando o sujeito em questão sem grana pra voltar pra casa. A solução seria passar por baixo da roleta do ônibus, mas a partir de um metro e setenta de altura a coisa começa a complicar.

4 – Fingir que estou doente: Apertar os olhos, dar umas tossidas de vez em quando, falar de forma arrastada… tudo isso e muito mais é um conhecimento que, desde os tempos de colégio, as pessoas vão aprimorando, pois é essencial para sobreviver nessa estrada esburacada que é a vida. O ideal é saber a medida certa para parecer mal, mas não o suficiente para despertar preocupações – afinal, você não quer uma enfermeira arrancando sangue do seu braço com uma seringa à toa, quer?

5 – Participar de uma corrente de blogs: Finalmente posso me encaixar nesta categoria – mas, para tanto, preciso escolher cinco pessoas que darão continuidade à idéia. No caso, seriam a Anna Flávia, o Valter, o Guto, o Rodrigo e o Breno, pois sei que eles eventualmente acabam acessando o Cataclisma14 sem querer. Quero apenas deixar registrado que não há compromisso nenhum nisso: se não quiserem fazer não tem o menor problema, sem rancores, e saibam que, enquanto vocês acessarem o blog e clicarem nos anúncios do Google, sempre terão meu respeito.

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6 comentários sobre “Seguir a correnteza

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