O Phillip e o cérebro

Indignação – Phillip Roth


Indignação se passa nos EUA, década de 50, Guerra da Coréia QUEIMANDO TUDO ATÉ A ÚLTIMA PONTA, é estrelado por um universitário que foi UNIVERSITAR apenas para ficar longe dos pais, e ainda assim, a cada página, parecia que eu estava me olhando em um espelho. Culpa do Phillip Roth, que cria uma história envolvente e torna seu protagonista, Marcus Messner, alguém palpável, cheio de medos e inseguranças característicos da juventude. O texto é bastante elegante, mas mantém-se conciso e evita fugir às TRAMÓIAS principais, ilustrando uma narrativa pontuada por situações que em nada lembram os clichês do gênero (“fulano vai pra universidade e aprende a viver, e faremos uma adaptação usando Morgan Freeman em algum lugar”) e que mesmo assim consegue surpreender (de forma não-DANBROWNIANA) no final. Um grande livro. Daqueles que fatalmente atrapalham a vida social do cara.
Saí e me vi no belo campus de uma universidade do Meio-Oeste num dia esplêndido de sol, outro magnífico dia de outono, tudo a meu redor proclamando euforicamente: “Deleitem-se com o gêiser da vida! Vocês são jovens e exuberantes, entreguem-se ao arrebatamento!”. Olhei com inveja os outros estudantes circulando pelos caminhos pavimentados com tijolos que entrecruzavam o gramado quadrangular. Por que eu não podia compartilhar do prazer que eles derivavam dos esplendores de uma pequena universidade capaz de preencher todas as suas necessidades?
Proust was a Neuroscientist – Jonah Lehrer
Jonah Lehrer graduou-se na universidade de Columbia e ESTAGIOU no laboratório de um neurocientista vencedor do Nobel aí. Ou seja, ele tem as bases do NEUROCIENTISMO. E nesse livro, seu primeiro, o que o sujeito faz é o seguinte: pega alguns gênios das artes como Marcel Proust, Walt Whitman, Virginia Woolf, Paul Cézanne, e outros de diferentes áreas (senti falta do ROMÁRIO, mas tudo bem), contextualiza o trabalho visionário deles dentro do funcionamento do cérebro, e explica cientificamente como e porque eles estavam certos. Assim, quando Proust come seu famoso biscoitinho lá e volta à infância, Lehrer explica como funciona a memória; quando o músico Stravinsky faz a BARULHEIRA DOS INFERNOS em The Rite, Lehrer explica como o cérebro compreende a música; quando o pintor Cézanne exibe seus BORRÕES dizendo que são AFU, Lehrer explica como a nossa CUCA capta e interpreta as imagens; e assim por diante, abrangendo um universo impressionante de conhecimento. E, melhor, com uma linguagem acessível pacas, em um texto que se utiliza bastante de analogias pertinentes para que o leitor compreenda toda a ópera. Com isso, ele lança no ar a (velha, eu sei) questão de que a realidade não existe e tudo é interpretado por nós. Mas, mais do que isso, Lehrer nos faz entender um pouco melhor como a nossa mente funciona, levando o cara a refletir sobre o tema e, dentro disso, construir suas próprias ideias. E não há muito mais que um livro possa fazer.
Instead, the head holds a raucous parliament of cells that endlessly debate what sensations and feelings should become consious. These neurons are distributed all across the brain, and their firing unfolds over time. This means that the mind is nota a place: it is a process.
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