As melhores de 2005

Então hoje é o último dia do ano, certo? Ainda no clima de Retrospectiva, fiz uma lista das melhores frases/tiradas nossas em 2005, organizadas mais ou menos em ordem cronológica.
A idéia deste post surgiu no dia daquele último churrasco lá em casa e, desde então, a quantidade de itens não parou de crescer. Resultado: a lista ficou gigante.

“Dizem que lá tem mulher aos bandos. Aos bandos, cara!”
Thiago, argumentando a favor de uma experiência na desconhecida casa noturna Rose Place.

“Aos bandos… de urubu!”
Thiago, no dia seguinte, sarcástico e arrependido ao mesmo tempo.

“Cara, já reparou que os peitos daquela guria são vesgos?”
Rafael e seus rigorosos critérios de avaliação.

“Atenção proprietário do veículo Monza: seu carro está com as portas abertas. A galera tomou conta!”
Comentário irônico do DJ em uma festa à fantasia na ESEF.

“Aj pessoaj fem se difertir e são roubadaj! Famo pegá essej caraj!”
Bruno, bêbado e querendo justiça na mesma festa em que invadiram o Monza.

“E o 1° lugar vai para *****”
****** revelando o resultado de uma criteriosa e ainda hoje polêmica apuração.

“Devolve isso aqui, ô!”
Thiago reavendo celular que acabara de ser roubado por um pivete inexperiente e mentiroso.

“Só estava vendo que horas são”
Rafael se explicando para um segurança enquanto devolvia um cone que… iluminava as horas em seu relógio.

“Hei! Aann… Ah!”
Thiago ofegante, em mal sucedida tentativa de contribuir para uma tomada perfeita durante gravação de comercial.

“Memories…”
Zé imitando Barbra Streisand no último dia em Leandro fora seu vizinho.

“Ca-ta-clis-ma!”
Adjetivo designativo da união impossível de coisas improváveis, sendo estas uma, duas, três, catorze.

“Pode deixar que eu faço com o dedinho”
Declaração infame de Leandro, quererendo ajudar na gravação de uma cena de sexo entre bonecos.

“Completamente embrigaaado!”
Thiago, quando completamente embriagado.

“Ela tem uma sobrancelha feia”
Rafael e seus rigorosos critérios de avaliação.

“Bah, tu vem aqui toda semana, né?”
Tia do Cabaret acabando com a noite do André.

“Eu amo a Sharapova…”
Bruno, compreesivelmente rendido.

“Faz tanto frio em Porto Alegre…”
Leandro insistindo em uma série impopular.

“ME dei cotna: to bêbado” (sic)
Zé, aparentemente ainda bêbado, narrando suas desventuras direto de Londres.

“Vou ficar, cara”
Rafael e seus rigorosos critérios de avaliação na Zap.

“Mas olha o tamanho da criança que tu pegou!”
Thiago, na minha opinão, com a melhor tirada de 2005.

“Azamamuti!”
Vanesca, vizinha top do Thiago, ao chegar ligeiramente alta do Azimute.

“Eu tenho 3 buracos e faço milagre”
Puta da Farrapos, argumentando a favor de sua venda para 3 amigos de André.

“Eu sou muito ninja!”
Leandro, após habilidosamente salvar seu celular de uma queda fatal.

“Rogério Ceni, Rogério, “Juan”, Roque Junior, Roberto Carlos, Rockemback, Ricardinho, Ricardo Kaká, Ronaldinho, Robinho e Ronaldo”
Seleção dos Érres, escalada com 11 garrafas vazias de Polar em menos de 1h30 de jogo.

“Vamo fazer roda punk!”
Kleiton, na sugestão que desencadeou uma série de ações idiotas – mas indubitavelmente hilárias – no sítio do Bruno.

“Vamos brincar de lutinha!”
Leandro, bêbado e empolgadíssimo com a idéia que teve.

“Trouxe! Tá aqui, ó!”
Rafael mostrando quais ovos trouxe para o aniversário do Bruno.

“Não sai de lá, cara, que de mamata eu entendo”
Thiago, citando o período em que “trabalhou” na Reitoria para justificar a permanência de Leandro em seu novo estágio.

“Aquilo era mais fedido que ***** mal lavada”
*****, conduzindo a discussão para outro patamar: o mais baixo.

“One love… One life…”
Primeiro registro autista de Bruno que, durante festa à fantasia da Fabico, com os braços aberto e os olhos cerrados, declamava emocionado um refrão do U2 em direção ao teto.

“O que que é isso!”
Thiago apavorado no banheiro do Opinião, após confundir Halls com cálculo.

“Tequila à uma?”
Código criado para tomar sempre a mesma bebida, sempre no mesmo horário.

“Glamurosa-ah… rainha do funk!”
Thiago de volta da festa-mamata em São Paulo, ainda deslumbrado com mulheres sem pudores vergonha.

“Eu tentei exportar, mas vocês sabem, o Premiere é foda”
Rafael utilizando programa de computador e vocabulário inadequados.

“Essa foi por pouco, Dartagnan!”
Thiago improvisando falas de um sarcástico figurante em imperdível curta-metragem a ser lançado em 2006.

“Eita”
Chico Bento com saudades da roça.

“Ela quase quebrou meu *****”
*****, alcoolizado, detalhando uma experiência que quase termina em tragédia.

“Aquela ali eu ainda limpava na cara!”
*****, junto aos parceiros, em momento de completa descontração proporcionada por dúzias e dúzias de latinhas de cerveja.

“Busquete”
Neologismo criado por Kleiton, cujo significado agora não vem ao caso.

“Meu conceito formulado por situações adversas perante a uma certa casa noturna mudou hoje.”
Zé, rendendo-se a dois atrativos do Opinião: tequila e gurias.

“Não pára, não pára…”
André acabado durante último solo de guitarra da última música do show do Pearl Jam, Yellow Ledbetter.

“Hoje não, cara, estou com dor na perna”
Bruno inventando a desculpa mais fraca que já se ouviu para não sair fazer festa.

“O Bruno não vai sair porque vai no kart amanhã. E o Thiago vai sair porque vai no kart amanhã”
André, refletindo sobre como cada indivíduo sofre diferentemente os efeitos da mesma causa.

“Tá aqui o cinto!”
Questionado por Leandro sobre a colocação do cinto-de-segurança, Thiago responde com o entusiasmo de uma criança, levantando a correia que cerca a cintura de sua fantasia de Peter Pan.

Após a última revisão, concluí que a lista ficou gigante porque tivemos um ano altamente produtivo. Tudo bem que a maioria foi só bobagem mas, no fim das contas, é isso o que importa, é isso o que nos une e é isso o que ficará na memória.

Valeu por 2005, amigos.

Qual o melhor filme que você viu em 2005?

E aí gaúchada, beleza? Por aqui está tudo certo 🙂

Bora falar de cinema. Vamos supor o seguinte cálculo: pegue o número total de filmes que você viu esse ano (aproximadamente) e divida por 365 dias. Estava pensando nisto e fiquei bem contente por ter chegado perto de uma média de 0,7 filme por semana. Sem dúvida minha melhor pontuação em 22 anos, ou seja, a minha vida inteira!
Inspirado nos comentários do post do André sobre o Top 10 da Rolling Stones, resolvi também pegar carona nessa onda de “Retrospectiva” que todo jornal, revista e canal de TV estão fazendo para eleger um Top 3 “Os Melhores Filmes que eu vi em 2005”.
Além daqueles que eu certamente devo estar esquecendo, também ficam fora da minha lista os filmes que eu não vi – apesar da média alta. Dividi em duas categorias: Filmes Antigos e Filmes Novos (de 2005). Como a idéia era falar só dos melhores deste ano, não vou perder muito tempo com os antigos. São eles:
– Zellig
– Bons Companheiros
– Platoon
– Kill Bill Vol. 2
– Jerry Maguire
– American Graffiti
– Irmãos Cara-de-Pau
– O Anti-Herói Americano
– South Park, O Filme
Recomendo todos com muito entusiasmo.

Pois bem. Quanto aos Filmes Novos, na minha opinião a safra de blockbusters foi muito boa. Destaco os que eu mais curti: Star Wars 3, Batman Begins e Guerra dos Mundos.

Star Wars Episódio III – A Vingança dos Sith
O maior arrasa-quarteirão do ano, sem dúvida. E olha que todo mundo que viu já sabia o final. George Lucas foi competente ao finalizar a trilogia que propunha, além de encher mais ainda seus bolsos, explicar como Anakin Skywalker transformou-se no maior vilão do cinema (depois de Don Corleone, ressalto).
Se Star Wars já era uma franquia de sucesso na indústria de entretenimento de Hollywood, o sombrio Episódio 3 fez com que virasse grife.
Três momentos: a aguardada-por-mais-de-20-anos luta entre Anakin e Obi-Wan no planeta vulcânico Mustafar; a emblemática cena em que Anakin reaparece respirando através da máscara de Darth Vader; e a trilha sonora do filme inteiro, fantasticamente orquestrada pra fazer chorar.

Batman Begins
A origem deste super-herói não envolve energia atômica, mutação genética nem substâncias tóxicas. O cara apenas aprendeu a lutar treinando muito e descolou uns acessórios pra usar de arma. Tudo bem que escondeu a verdadeira identidade vestindo fantasia inspirada nos morcegos da sua caverna, mas isso foi só pra se diferenciar do McGyver.
O que me agradou foi justamente esta proximidade com a realidade. Explorar sem firulas o lado humano do personagem foi uma ótima idéia: ele ora tem medo, ora tem coragem, ora sente dor e ainda se apaixona – como todo mundo. O filme tem uma boa trama, muita ação, as cenas de lutas são ótimas e Gothan City ficou tão podre quanto seus políticos.
Três atores: Christian Bale fez, ao longo do filme, o personagem Bruce Wayne transformar-se num Batman de botar medo; Michael Caine como o mordomo Alfred roubou a cena várias vezes; e Gothan City está tão viva que é quase uma personagem.

Guerra dos Mundos
Tensão, suspense, robôs alienígenas, catástrofes e efeitos especiais super realistas. Não é o melhor do Spielberg, mas ainda assim um filme bem dirigido.
Três cenas: o plano seqüência impossível na rodovia, durante a primeira fuga da família em um carro; o pai e a filhinha atrás do espelho escondendo-se do olho-robô-cobra; e o caos durante a perseguição dos gigantescos robôs aos civis pelas ruas, casas e prédios da cidade.

Além destes três, ressalto menção honrosa para duas cinebiografias que me impressionaram: Ray e A Queda. (Ray é de 2004, eu sei, mas todo mundo viu em 2005 por causa do Oscar, então merece um desconto, vai!)

Ray
Tudo que o filme tem de impressionante se deve ao próprio Ray Charles: a história da sua vida é fantástica (pianista pobre, negro e cego enfrenta o preconceito da sociedade americana dos anos 50), o seu talento é monstruoso (tocava e cantava frenéticamente sem perder ritmo) e sua música é genial (o cara misturou R&B com música gospel, criando o Soul). Foi o que bastou pra entrar na minha lista.
Três cenas: flashback da tragédia na infância; flashback da mãe ensinando Ray a conviver com a cegueira; e a seqüência envolvendo os negros na Georgia, onde o ator Jamie Foxx, durante a primeira apresentação em seu estado natal, faz por merecer todos os prêmios que ganhou interpretando Ray Charles.

A Queda – As últimas horas de Hitler
Chocante e horrível, retrata a adoração absurda e irracional ao líder totalitário nazista no final da 2ª Guerra. Um capitulo da história da Alemanha, contada pelos próprios alemães, que a humanidade nunca deveria ter visto.
Um ator: Bruno Ganz está idêntico a Adolf Hitler, e tão monstruoso quanto.

E finalmente o motivo principal deste post: o Top 3 “Melhores Filmes que eu vi em 2005”.

Bronze

Elizabethtown
Música boa e pé na estrada, uma redescoberta sobre valores como o amor, a família e o sucesso. Inspirador do começo ao fim, o filme conseguiu definir numa pernagem, Claire Colburn, todas as características do tipo de mulher para quem eu realmente me entregaria por completo. Dane-se todos os outros aspectos do filme! Medalha de bronze só porque eu estou apaixonado até hoje!
Três frases da Claire: “I don’t know a lot about everything, but I do know a lot about the part of everything that I know, which is people”; “I’m going to miss your lips, and everything attached to them”; e a mais verdadeira de todas: “I’m hard to remember, but impossible to forget”.

Prata

Sideways
Música boa e pé na estrada, uma redescoberta sobre valores como a vida, o amor e a amizade – acho que estou virando fã do gênero road movie. Mas com um filme desses, a simpatia é justificável. Afinal, a idéia de pegar o carro e cair na estrada, percorrer a rota das vinículas e dividir o volante com um amigo em seus últimos dias de solteiro é realmente atraente.
Três momentos: Miles e Jack provando vinhos; o episódio em que Jack perde sua carteira; e Maya ouvindo Miles divagar sobre sua preferência pela frágil uva Pinot sem perceber que fala de si mesmo.

Ouro

Sin City
Medalha de ouro por vários motivos. A começar pelo aspecto visual, onde a fotografia surpreende do começo ao fim, misturando atores reais com desenho animado e cenários 3D – tudo em alto contraste. É ver para crêr, e chorar.
Em seguida vêm os personagens de Frank Miller, que cativam muito. Cinco minutos para conhecê-los e você não só os compreende, mas torce por eles.
Além disso, o filme relata três ótimas histórias que, apesar de independentes, se cruzam pelas ruas da tal cidade do pecado – um lugar violento onde em cada beco, segundo o brutamontes Marv, “espere encontrar qualquer coisa”.
Resumindo, nunca havia assistido nada parecido. Ganhou-me pela originalidade, e por isto é o Melhor Filme que vi em 2005.
Cinco destaques: a cena da morte do canibal Kevin; a carnificina provocada pelas prostitutas para lavar Oldtown; Jessica Alba como Nancy, dançando em movimentos cataclismáticos sobre uma mesa de bar; a cena da cela em que John Hartigan está preso, pensando em Nancy; e a brutalidade de Marv, o personagem mais cruel e violento do cinema (depois de Don Corleone, insisto!) e a sua motivação, Goldie, por quem se apaixonou por ter o perfume que os anjos devem ter…

O que aconteceu com o mundo???

Lembram daquela menina pura, inocente e ingênua, que nutria um amor verdadeiro pelo Kevin Arnold em Anos Incríveis? Pois é, parece que a Winnie ficou puta da cara porque não terminou a série com o guri e resolveu
se entregar pra vida.

Por isso eu sempre gostei mais da Cara, a loirinha do Lago. Além de mais gata, ainda não se vendeu em troca de dinheiro. Ainda.

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Caralho, eu to ficando velho. Depois de apenas cinco (5) chopes, cheguei em casa cansado, tomei banho e fui dormir. Acordei na correria, saí de casa sem tomar café e peguei o T2 lotado – pra variar. Ao descer e caminhar no sol da Protásio, no entanto, minha garganta secou, minha cabeça se abriu (pelo menos foi essa a sensação) e meus olhos começaram a ver pontinhos. Não fosse a garrafa de Coca Cola que tinha aqui na agência eu estaria jogado no chão, implorando por pelo menos um último gole de cerveja. Porque eu morro seco mas não me entrego…

Papai Noel é brasileiro

Rá! Acabo de cruzar com o bom velhinho aqui na protásio, mas fui o único que reconheceu ele porque o cara tava sem o seu tradicional uniforme vermelho (patrocínio da Coca-Cola, dizem alguns).

A parte triste é que, como muitos brasileiros, o Papai Noel depende de dois empregos – além de entregar os presentes no Natal, trabalha durante o ano em uma assistência técnica. É, a vida é cruel com todos nós. Não se surpreendam caso vejam o Coelho da Páscoa virando churrasco…

1 letra

Parece que não é o bastante algumas pessoas se aproveitarem de acordes de canções famosas, ou de uma mesma materia-prima de idéia para montar uma propaganda…

Li hoje sobre uma propaganda de uma empresa tal que se aproveitou da campanha tão criticada da Gang aqui em Porto. A tal empresa permitiu que sua agência (que agora também nao lembro mais o nome, mas sei que a Nova Forma tá metida nisso, seja com a campanha da Gang ou com essa nova) veiculasse cartazes onde diz “Funk You, 2005”.

Agora me diz qual é o lado criativo desse negócio? Pegar carona numa peça que foi polêmica (se vc nao sabe, os outdoor da Gang diziam em letras garrafais “Fuck You, 2005” e uma liminar impediu a continuidade da Campanha, que mudou para “Welcome, 2006”) para lembrar uma concorrente?

Ok! ainda nem vi o cartaz, mas fico imaginando que isso só vai chamar a atenção pro lado da Gang.

O mesmo raciocínio vale para o que o Zé Pedro falou ontem no Pinguim sobre a Globo não permitir que seus artistas apresentem-se nos canais concorrentes. Uma bobagem que impede a divulgação da própria emissora em outros meios.

Uma burrice.

Aliás, burrice mesmo é esse “Funk You”, que pra mim não diz nada com nada… e só, existe em função de uma outra campanha que ficou muito pouco nas ruas. Daqui uma semana provavelmente ninguém lembre dela e aí a tal empresa do “Funk” ainda vai ser lembrada pela confusa peça.. se é que vai ser lembrada (eu ja esqueci).

Bora contratar gente mais criativa, faz favor!

A Rolling Stone ainda tem crédito?

Como a “maior revista de música e cultura pop” do mundo coloca, em uma lista dos 50 melhores discos do ano, Mariah Carey e 50 Cent, deixando de fora a obra-prima que o Oasis lançou esse ano?

Cada vez mais a necessidade de ser ao mesmo tempo popular e cool interfere nos pensamentos das pessoas. Só isso poderia explicar White Stripes entre os dez primeiros. Só isso.