Vamos nós

Roadhouse Blues – The Doors

Mantenha seus olhos na estrada e suas mãos no volante
Mantenha seus olhos na estrada e suas mãos no volante
Estamos indo para a pousada
E vamos nos divertir muito

Atrás da pousada existem alguns bangalôs
Atrás da pousada existem alguns bangalôs
E isso é para as pessoas
Que gostam de se esbaldar

Deixe rolar, baby, rolar
Deixe rolar, baby, rolar
Deixe rolar, baby, rolar
Deixe rolar
A noite inteira

Dama apaixonada, dama apaixonada
Desista de seus votos
Salve a nossa cidade, salve a nossa cidade
Agora mesmo

Bem, eu acordei essa manhã e tomei uma cerveja
Bem, eu acordei essa manhã e tomei uma cerveja
O futuro é incerto e o fim está sempre perto

Deixe rolar, baby, rolar
Deixe rolar, baby, rolar
Deixe rolar, baby, rolar
Deixe rolar
A noite inteira

Ratoeira

No primeiro semestre a gente teve aula de lingüística. Houve um debate sobre os estrangeirismos, diziam que a gente não pode permitir ser dominado por outro país através da língua, devemos criar nossos próprios termos para assegurar a soberania.

Alguns povos acharam uma solução. Um exemplo clássico: nos países hispânicos chamam o mouse de ratón. Isso é fugir da dominação? É renegar o estrangeirismo? Ou é pura birra? Porque é que ao invés de simplesmente traduzir o termo, não se cria uma palavra original? De um jeito ou de outro se cai na armadilha. Da mesma forma a influência é exercida. Essa pseudo-rebeldia não surte o menor efeito. Esse tipo de resistência não serve pra mim.

Quando digo influência, tenho claro que é um conceito diferente de dominação. Necessitamos de termos novos para novos entes. A absorção de termos estrangeiros nada mais é do que a adaptação a novos universos, é assim que a língua evolui. E eu prefiro o termo usado no país de origem do que uma tentativa desengonçada de nacionalismo.

Isso é globalização

O André deu a idéia de uma série com este nome num comentário do post que eu publiquei sobre a camisa da Argentina. Exemplos não faltariam.

Na reportagem sobre o Dalai Lama no fantástico eles mostraram o monastério, onde mais de 100 alunos agrupados em duplas faziam exercicios de meditação. No plano fechado em uma das duplas, um monge fez um movimento que abriu uma fresta em sua túnica por onde se pode ler LAKERS em roxo, escrito numa camiseta amarela.