Ah, esses publicitários…

Diferentes tamanhos, cores, estilos, design, preços, embalagens… isso tudo me foi apresentado quando entrei na loja para comprar um teclado novo, já que o antigo andava falhando mais do que o Clemer.

Só que no meio de tantas opções inúteis a gente esquece do útil. Então acabei adquirindo um preto, bonito e a preço acessivel, mas que possui o backspace do tamanho de um átomo. E finalmente encontrei algo tão irritante quanto Winning Eleven…

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Músicas do mês

Just Like Honey – Jesus and Mary Chain

Conheci essa música naquela cena sensacional que encerra o filme Lost in Translation – talvez por isso eu tenha um carinho tão grande pela canção. Gosto muito do contraste entre a bateria, pesada, e o vocal sussurrado que desfila frases do tipo “I’ll be your plastic toy”. Meio doce e amarga, com certeza, mas ainda assim (ou por causa disso) extremamente bonita.

De Fé – Engenheiros do Hawaii

Uma daquelas músicas curtinhas, mas cativantes: um piano dá o tom enquanto o Gessinger canta emocionado a letra. A canção tem uma estrutura bem simples, mas isso não diminui sua força – talvez porque quase não tenha passagens instrumentais, já que o vocal está sempre presente com belos versos (“Eu tenho muitos amigos / Tenho livros e discos / Mas quando eu mais preciso / Eu só tenho você”). Eu sei, é o tipo de frase que um cara usa pra fazer um cartãozinho brega e entregar pra guria que ele gosta. Mas não deixa de ser arrebatadora.

Go and jump

Jumper
2/5

Direção: Doug Liman
Roteiro: David S. Goyer, Jim Uhls e Simon Kinberg, baseado em livro de Steven Gould

Elenco
Hayden Christensen (David Rice)
Rachel Bilson (Milie Harris)
Samuel L. Jackson (Roland)
Jamie Bell (Griffin)

Anakin Skywalker Hayden Christensen é David, uma versão menos monstruosa do Noturno dos X-Men que, assim como o presidente da CBF, pode ir pra qualquer lugar a hora que quiser. Como isso aparentemente não é interessante o suficiente, há tambem uma trama boba envolvendo caçadores e locais famosos.

Durante a sessão, eu ficava pensando no que escrever sobre o filme. Não há absolutamente nada nas quase duas horas de projeção. É uma história pronta, que conta com a tradicional família desestruturada para o ‘herói’, a constatação de que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, a utilização deles pra surrar o valentão do colégio, o encontro com um outro ‘herói’ que explica como as coisas funcionam… diabos, tem até mesmo a briga entre o protagonista e a mocinha, para que no final ela se dê conta do erro e volte para os braços do cara. E se os produtores acham que fizeram um filme ‘adulto’ só porque o protagonista usa seu poder para roubar bancos, não adiantou muito colocar o Samuel L. Jackson como um vilão que sai matando a galera sem motivo nenhum – a não ser, claro, o de fazer o herói se tornar uma pessoa mais palatável frente ao público.

Aliás, um filme de ação que não possui nenhuma sequência realmente empolgante já é indício de que as coisas não estão indo bem. Incomoda demais a câmera chacoalhando nas lutas (não dá pra entender nada que se passa) e, principalmente, o fato do espectador não estar nem aí pras personagens. Parece tudo encheção de linguiça, do tipo “temos 75 milhões pra gastar, vamos jogar alguns efeitos aqui e ali” – até porque a luta entre os dois jumpers se limita a mostrar os caras se agarrando no chão enquanto pulam entre diversos países. Coreografia que é bom nada.

Vocês se lembram daquela cena em X-Men 2 onde o Noturno ataca a Casa Branca? Pois ela é muito mais interessante, criativa, divertida, impressionante e legal do que o filme Jumper inteiro. Até acredito que Doug Liman quis fazer um filme de heróis um pouco diferente, mas parece que ele deu um salto maior do que as pernas.

Garfield menos Garfield

“Quem iria imaginar que quando você apaga o Gafield das tirinhas do Garfield, o resultado é uma tirinha sobre esquizofrenia, bipolaridade e o vazio da vida moderna?”

Pois é. A idéia é bastante simples e o resultado bem interessante: sem o Garfield, Jon se transforma num personagem extramente solitário, melancólico e depressivo. Vale a pena dar uma olhada no blog “Garfield minus Garfield“, é surpreendente.

[via Diggnation]

Lógica

Pessoa 1: O que tu tá fazendo?
Pessoa 2: Torcendo contra a Seleção Brasileira.
Pessoa 1: Ué.. mas tu não é brasileiro? Por que torcer contra a seleção?
Narrador do jogo: Richarlysson toca pra Gilberto Silva. Ele rrrrecolhe a bola e passa para Josué, que tabela com Julio Baptista e erra o lance.
Pessoa 1: Vou ali comprar uma camiseta da Suécia e já volto.

Voce sabe que está velho quando…

…começa a reclamar que os jogos de videogame, na sua época, eram infinitamente mais divertidos e interessantes do que os atuais.

No entanto, quando uma fabricante pretende lançar a versão remixada de Street Fighter II Turbo, antes de botar na roda o novíssimo e moderno Street Figher IV, é porque algo está errado. Talvez os jogos fossem bem mais interessantes antigamente, mesmo. Talvez o mundo tenha salvação frente ao exército de tecnologias e delimitações que vivem surgindo.

Talvez o futuro traga uma versão de Rock’n Roll Racing para os novos consoles. Porque estimular a diversão ainda é mais legal do que simular a realidade.

Beem amigos da Rede Glooobo…

O Jornal Corriere della Serra, da Itália, está fazendo uma enquete para saber quem é considerado o maior piloto de F1 de todos os tempos.

Vote!! Se quiser uma opinião, vote no Senna… =)
http://www.corriere.it/appsSondaggi/pages/corriere/d_96.jsp

……

2008 começa para uma fórmula 1 diferente! Para aqueles que não ficaram a madrugada do sábado passado assistindo ao GP da Austrália eu digo: sinto muito. Já faz tempo que um GP não trazia emoção como aquele (e eu não quero encher a bolinha de coisa pouca não, como o Galvão faz com jogo da Seleção). Se agora eu não estou enganado, foram 7 carros que terminaram a prova. 22 largaram. 1 foi desclassificado por fazer cagada (quem? quem? quem?… ah!! sim, ele mesmo, não preciso dizer..).

Mas não é pelo número menor de carros que completa uma corrida que ela é legal. Se bem que se você concorda com o meu avô, que diz que as pessoas assistem à corrida para ver as batidas, até pode ser. Mas este ano os pilotos estão é sofrendo para acelerar, o que são obrigados a fazer, então fica emocionante. Explico.

Você já jogou algum desses joguinhos de Fórmula 1? Se sim, experimente ir nas configurações do carro e tirar a opção “controle de tração”, se for no GP4 (e os anteriores da série também) é clicar F8, ou F7, não lembro, mas ele é representado no painel assim “[ ]“. Quando tu enfia o dedo no botão de acelerar, com o carro parado, e PENSAR em girar o volante, o mundo vai virar do avesso.

Controle de tração é bem isso. Ele controla a aceleração do carro pra não girar em falso (ou seja, não sair cantando pneu). Quando o carro sai cantando pneu e tu tira ele da linha reta, ele vira muito rápido e não dá pra controlar, então ele roda.

No GP de Melbourne, dava pra perceber o quanto os pilotos brigavam com o carro pra acelerar na saída das curvas de baixa velocidade, virando a direção para os dois lados pra evitar sair do traçado. Esse controle de tração, que vem desde 2002 na F1, fez o pessoal desaprender a pisar no acelerador. O controle corrigia o “pisão” do cara. Agora não mais.

Ontem à noite, com os olhos quase fechando, assisti ao treino classificatório do GP da Malásia que terá largada nesta madrugada às 4 da manhã. Vi a mesma coisa que vi no GP anterior. O carro do Alonso saía das curvas e ele virava a direção pra tudo quanto era lado pro carro não sair do traçado, era uma briga com o volante (como se o cara quisesse tirar ele fora e ele não estivesse saindo). Me lembrei das corridas em que aparaceia a imagem da camera on-board do Schumacher e ele fazia as curvas tão facilmente que talvez pudesse fazer com um dedo só.. Isso não dá mais. A cada imagem de camera on-board a gente fica colado na imagem porque vê o carro balançado nas curvas, quase saindo do controle do piloto, e isso é que trás emoção à corrida.

O Massa e o Raikkonen continuam parecendo muito parelhos. O Massa parece que briga um pouco mais com o carro, mas sempre me pareceu mais arrojado que o campeão. O Hamilton, mesmo novato, não parece balançar tantos nas curvas, por isso eu acho que a McLaren tem algum acerto melhor no carro, que deixe ele mais colado no chão. Kubica, da BMW, é mais rápido que o companheiro Heidfeld, mas Heidfeld é mais constante e consegue fazer mais pontos menores, o que ajuda no final do campeonato. A Williams, tadinha, só tem o Rosberg, porque o japa companheiro dele só aparece na TV saindo do carro, logo no início dos treinos. A Honda melhorou um pouco esse ano, junto com a Toyota. A Renault piorou. Acho que o Alonso está classificando bem demais o carro, com tanta briga com o volante..

Nesta última madrugada, Felipe Massa fez a pole. Mas durante o treino, Raikkonen foi mais constante (e o que fez a melhor volta do treino, com carro leve). Massa acertou a volta mesmo só no final, durante o treino, fazia ótima parcial no início da volta e perdia no fim dela. E a McLaren também dá pinta de vir mais pesado pra prova (os carros já fazem a volta do treino com a gasolina da corrida, por isso fazer uma volta ruim no treino pode ser uma pista de menos paradas nos boxes durante a prova), pois o melhor de seus carros ficou 1 segundo atrás da pole. Mas a McLaren já deu umas voltinhas com os pneus mais duros (que é obrigada a usar na prova) e um pouquinho de desgaste já vai ajudar na aderencia durante a prova. Apesar dos pesares, acho que a McLaren está melhor acertada, é só uma impressão.

Antes da última corrida eu vi uma enquete que perguntava quem iria vencer a corrida da Austrália e a galera votou 75% no Massa, eu tinha votado no Hamilton, “impressão” também, e acertei.

Boa prova pra quem acordar as 4 da manha!!

Brasil on-line, Brasil off-line

• 24% da população brasileira possui computador;
• 17% tem acesso à internet;
• 47% nunca usou um computador;
• 59% nunca usou a internet.

Os números são do TIC Domicílios 2007, divulgados esta semana* pelo Comitê Gestor de Internet do Brasil; a amostra foi de 17 mil domicílios em área urbana.

Outros dados interessantes:

• As LAN houses se tornaram o local mais utilizado para o acesso à internet no país (49%), passando à frente do acesso domiciliar (40%). E dá-lhe classe C!
• Penetração da banda larga já atinge metade das conexões;
• O acesso à internet pelo celular é de apenas 5% – o mesmo porcentual dos últimos 3 anos (número que com certeza vai crescer em 2008 em função das redes 3G);
• A maioria absoluta dos celulares em operação no Brasil em 2007 era de pré-pagos (90%), contra apenas 10% de pós-pago.

O relatório completo pra download se encontra aqui.

(*) Maldita pesquisa, que devia ter saído quando eu tava fazendo a monografia!