De roupas coladas e explosões

Os Vingadores (The Avengers)
4/5

Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon, baseado em história feita por ele e Zak Penn e nas personagens criadas por Stan Lee e Jack Kirby

Elenco

Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro)
Chris Evans (Steve Rogers / Capitão América)
Scarlett Johansson (Natasha Romanoff / Viúva Negra)
Mark Ruffalo (Bruce Banner / Hulk)
Chris Hemsworth (Thor)
Jeremy Renner (Clint Barton / Gavião Arqueiro)
Tom Hiddleston (Loki)
Samuel L. Jackson (Nick Fury)

Quando Loki, o rapaz chifrudo que foi literalmente martelado até outra dimensão por seu meio-irmão Thor, se junta com seres espaciais aleatórios e ameaçadores (ok, na cena durante os créditos a situação deles fica mais definida) e planeja dominar a Terra, o agente da SHIELD Nick Fury vai atrás dos maiores heróis da Terra – mas, como Batman é de outra editora, se contenta em chamar pro pau o Capitão América, Thor, Homem de Ferro, Viúva Negra e o Hulk.

Após os três trailers medianos lançados (respectivamente chamados de Homem de Ferro 2, Thor e Capitão America), tudo indicava que Os Vingadores ia ser mais um filme da Marvel que ia levantar da cama em cima da hora, fazer tudo de qualquer jeito e voltar para dormir. Entretanto, apesar de seguir a receita blockbusteriana dos filmes citados, a película consegue realmente ser engraçada, dinâmica e entregar doses de ação ACACHAPANTES, tornando-se um poderoso soco de diversão desferido sem piedade no queixo do espectador.

Scarlett Johansson + roupa colada + explosão = Cidadão Kane superado
Aliás, Os Vingadores leva a ação tão a sério que, em menos de cinco minutos, já bota abaixo um complexo inteiro só pra mostrar que pode. E a partir daí é uma bola de neve: praticamente todas as cenas tocam a história para a frente, algo sempre está acontecendo e alguém sempre está em vias de descer o sarrafo em alguém. A apresentação do plot é feita de forma rápida e concisa, e, antes que você possa dizer “…” ao olhar para os lábios carnudos da Viúva Negra, a SHIELD já sai enviando o convite da festa para a superheroizada.
E por falar em Viúva Negra, é banhada em sucesso a decisão do roteiro de apresentar primeiro na história a ruiva e o Gavião Arqueiro – afinal, sendo os únicos sem um trailer próprio de duas horas de duração, estavam aquém do resto da turminha, e colocar ambos na trama antes do resto aumenta a importância das personagens (apesar de aquela história do passado conjunto entre os dois ser tão desnecessária quanto os filmes do Zack Snyder). E o melhor é que, ao invés de simplesmente juntar todo mundo e fingir que isso é o suficiente (estilo seleção brasileiro), o filme entende que são personalidades muito diferentes e muito singulares. Assim, há estranhamento, há discussão, há conflito de ideias, e tudo isso entra de uma forma natural na trama (por exemplo, o medo que todos sentem do Hulk, como se ele fosse um Dr. Jekyll anabolizado, é bem construído através de insinuações e do próprio medo que Banner tem de perder o controle).
Mais interessante ainda é ver que cada herói tem uma personalidade que é refletida em seus diálogos: enquanto Tony Stark mostra mais insights do que qualquer outro comediante da atualidade, o Capitão América com frequência fala para inspirar valores (“conheço homens que não tinham nada disso e valiam dez de você”) ou dar andamento às coisas, Thor dispara frases naquele estilo meio mitológico (VINTAGE para os hipsters) e Banner tenta sempre se manter à parte para não ficar brabo e esmagar tudo. Para isso, o roteiro muitas vezes separa a galera em duplas (Tony e Capitão, Thor e Hulk, Viúva e Gavião), buscando uma intimidade e dramaticidade impossível de se alcançar quando o grupo está todo reunido (e alcançando resultados apenas razoáveis na empreitada).
E já que estamos no tópico de resultados apenas razoáveis, é necessário admitir que Os Vingadores algumas vezes bate com o joelho naquela grande quina de mesa que é o fracasso. Da até para desconsiderar a volta de Thor à Terra sem explicação nenhuma, mas é impossível deixar de notar eventuais frases de efeito cujo significado é nulo (“porque precisaremos que eles voltem”, “eu estou sempre zangado”), clichês que funcionam como um telescópio para enxergarmos o que acontecerá no clímax (Capitão dizendo para Tony Stark “você não é o homem que se sacrifica pelo time”) e diálogos que, de tão expositivos, poderiam ser capa da Playboy (Loki falando “seus heróis estão dispersos”). Aliás, entendo que o plano de Loki era criar uma distração, mas por que ele se gaba de ter separado os heróis, se oito minutos depois já estavam todos juntos? Que resultados isso teve? Ou é tipo uma comédia romântica, onde eles precisam brigar para então se reunir no final?
Sem contar aquele desentendimento Tony-Thor-Capitão, cujo único objetivo, aparentemente, era levar à (sensacional) cena onde o semideus martela o escudo do azulzinho, já que após ela, sem motivo nenhum, todos param e percebem que estão do mesmo lado. Ou a tentativa de transformar Nick Fury em “herói” durante a batalha final, em uma atitude que tira o espectador da PANCADARIA ÉPICA DESENFREADA para levá-lo a uma sala de controle onde o Samuel L. Jackson tenta ser bacana (nenhum sentido). Entretanto, o grande problema mesmo é o estopim que leva os Vingadores a se reunirem novamente: dependendo dos acontecimentos de uma personagem coadjuvante, que não aparece muito e não teve um relacionamento com os outros bem desenvolvido até ali, o momento jamais soa forte ou dramático o suficiente para levar a tal catarse.
Já a reverência do diretor Joss Whedon pelas personagens fica bem clara desde o início, pois a primeira vez que Nick Fury aparece é em um contra-plongée que o torna assaz grandioso. Whedon também entende o propósito de AÇÃO OBLITERANTE do filme e mantém sua câmera sempre em movimento, até para acompanhar a marcação de cena (a galera normalmente fica em círculo). É uma direção segura, que, na maior parte das vezes, se atém a enquadramentos tradicionais e travellings, trocando para uma câmera mais chacoalhante quando a temperatura sobe (nas discussões, por exemplo) – entretanto, não chega a ser aquela câmera Mal de Parkinson tão difundida por Riddley Scott, o que permite que o público acompanhe bem as ótimas coreografias de luta, seja da quebradeira total (abraço, Hulk!) ou aquele estilo “só na categoria” (as brigas da Viúva Negra, que tem um estilo de luta meio ginasta, pulando e se desviando e sendo sexy). Whedon ainda consegue elevar o projeto a níveis de grandiosidade devastadores com apenas dois planos: um travelling circular que gira em torno do grupo quando eles formam um círculo (que está presente no trailer) e um plano sequência descomunal que fica “achando” cada herói no meio da pancadaria alucinada (momento que EXIGE que o espectador levante e dê socos na parece até ela cair para aliviar a adrenalina do corpo).
Os Vingadores ainda trabalha com efeitos especiais claramente feitos via MÁGICA (uma cambada de etês de outra dimensão, prédios sendo detonados por LESMAS METÁLICAS GIGANTES e tudo parece real), uma fotografia que realça bastante as cores (e que ainda utiliza muito bem filtros vermelhos e amarelos no “retorno” do Gavião) e uma direção de arte certeira, tanto ao transformar uniformes e bugigangas em coisas plausíveis (apesar de ser completamente futurista, a tecnologia vingadorística possui design e cores modernas, ajudando a tornar mais crível coisas tipo aquele porta-aviões/VENTILADOR) como ao ilustrar a personalidade dos sujeitos através de pequenos detalhes (as roupas surradas de Banner ou as vestimentas antiquadas que o Capitão usa). Pura vitória.
Claro que nada disso seria o suficiente se o elenco fosse composto por simples trogloditas fantasiados, o que não é o caso: a homogeneidade das atuações envolve o grupo em uma grande bolha de carisma, fazendo com que o público goste individualmente de cada personagem e queira vê-los interagindo cada vez mais em grupo. Os destaques vão para Mark Ruffalo, que constrói um Banner temeroso através de trejeitos inquietos e um tom de voz baixo e contido; Scarlett Johansson, que confere personalidade à Viúva Negra e mantém a personagem sempre interessante (reparem como seu cansaço no meio da batalha, sem necesariamente preceder uma queda ou derrota, ajuda a ilustrar a força dos inimigos que enfrenta); e Tom Hiddleston, que foge do clichê ao tornar Loki um vilão passional e ressentido, mas sempre ameaçador.
Mas, óbvio, quem sempre rouba a cena sequestra a cena e a deixa em cativeiro até sair dela é Robert Downey Jr.. Seu Tony Stark é vibrante, elétrico, sempre agindo ou reagindo ao que acontece. A forma despretensiosa com que faz revelações brilhantes, ilustrando a inteligência absurda da personagem, só rivaliza com seu timing cômico desconcertantemente genial. Não é apenas que os melhores momentos do filme pertencem ao Homem de Ferro: Downey Jr. FAZ os melhores momentos do filme. E colocar seu talento em diálogos inspirados como “tua mãe sabe que estás vestindo as cortinas dela?” (Shakespeare humilhado sem dó nenhuma) é um tiro tão no alvo que merecia medalha de ouro nas Olimpíadas.

Isso até pode surgir como um certo “problema” para a franquia, uma vez que o Capitão América é o líder do grupo, mas Tony Stark é o verdadeiro astro. Consigo até ver a dinâmica entre ambos crescendo e, talvez, até se tornando parte do plot da história nas próximas sequências. Porque me parece óbvio que vão existir sequências. E não apenas pelo limpa trilho de bilheterias que Os Vingadores inevitavelmente se tornará, mas também porque o filme é uma base sólida, eficiente e cativante, sobre a qual dezenas e dezenas de tramas podem ser construídas. Afinal, a união dos maiores heróis da Terra (após o Batman)  fez jus ao seu título: juntos, entregaram um dos maiores (e melhores) filmes do ano.
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Que golaço do Ramires!

Vão dizer que estão tristes porque o Guardiola disse que vai sair do Barcelona? Ah para! Todos estavam secando o Barcelona para perder de uma vez. Não há a mínima graça em um time que ganha sempre (fora o nosso, claro!). Quando eu vi o gol do Ramires, foi muito espontâneo o “Que golaaaaaço!!… Putz! Mas que golaço ein!!”.

O que é possível afirmar com a chegada de Bayern e Chelsea à final é que menos importância os veículos de comunicação vão dar a ela, menos gritinhos femininos serão ouvidos no estádio, as entrevistas dos treinadores serão monótonas pra caramba e, se um time da América do Sul não levar esse Mundial Interclubes é muito do incompetente!!

A semiótica das sinaleiras

Se tem algo que me deixa curioso, além de descobrir onde Sergio Busquets faz aulas de atuação, é a forma como funciona a comunicação entre a sinaleira (“semáforo” ou “farol” para os neandertais) e os motoristas. A princípio, parece algo simples: temos três discursos, representados por cores diferentes, cada um transmitindo uma informação específica. Parecido com aquela cena de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, mas sem som e sem Spielberg.
Entretanto, tal qual uma discussão de casal, nem tudo é tão simples. O sinal vermelho, por exemplo: ele significa que a passagem está fechada para os carros. Só que o sinal vermelho é menos uma comunicação do que um ultimato: ele é a ÚNICA coisa que consegue conter o trânsito. Sem ele, carros zombariam da velocidade do som em todos os lugares e os pedestres ficariam eternamente esperando por uma oportunidade que jamais surgiria. E os motoristas não param nele por entender sua comunicação ou sua função; param porque, se não o fizerem, serão castigados com uma multa (é mais ou menos o mesmo motivo pelo qual uma criança faz o tema de casa). Logo, aos olhos dos motoristas, o sinal vermelho não significa “pare”: significa “cuidado com a multa”.
Já o sinal amarelo mostra que o vermelho está prestes a entrar em cena, informando aos motoristas uma única palavra: “atenção”. Atenção, o sinal vai fechar. Atenção, pessoas vão atravessar a rua. Atenção, aquele caminhão que está estuprando a barreira do som não vai parar no cruzamento, então é melhor que você o faça. Entretanto, com as mudanças de comportamento observadas na sociedade brasileira ao longo dos anos, o significado foi um pouco distorcido – ao menos para os receptores. Afinal, a ideia continua a mesma – “atenção” -, mas, para ouvidos motorizados, ela quer dizer algo completamente diferente: “é agora ou nunca”.
E, finalmente, chegamos ao sinal verde, uma forma esperançosa de dizer aos motoristas “siga em frente”. É a indicação de que os motoristas podem seguir em seu caminho motorístico sem problemas. Só que, para eles, o sinal verde não indica nada. Ele praticamente não existe. Pois, se o vermelho interrompe o fluxo de carros (e aqui a palavra é “interromper”, algo que invade e interfere) e o amarelo dá um aviso de que o tempo está esgotando, o verde nada mais é do que a restauração do status quo. O fim do mundo paralelo e o retorno à soberania automobilística nas ruas.
Ou seja, mesmo hoje em dia, no século XXI, ainda reina a lei do “sou mais forte, mais rápido e tenho mais toneladas de aço do que você”.

Domingo campineiro

Interessante como o futebol nos reserva momentos de absoluto constrangimento. No almoço de domingo comentei com a Márcia-São-Paulina-Doente que infelizmente o jogo do time dela na semifinais do Campeonato Paulista não iria passar na Band em HD no próximo domingo, porque “óbvio” que daria Corinthians x Palmeiras. A Band não iria perder a chance de transmitir um jogo do Corínthians ou do Palmeiras em HD, imagina então dos dois…. “óbvio” que eu quebrei a cara…

E com requintes de crueldade, Ponte Preta e Guarani acabaram com o sonho de Campeão daqueles dois times este ano (ok, só no Campeonato Paulista, porque também me parece “óbvio” que ambos não vão ganhar mais nada este ano, mas vai que…. né?). Com um golzinho próximo dos 45 do segundo tempo, enfiaram 3×1 (sim, nos dois jogos foi igualzinho) e mandaram 30% dos torcedores adversários pra casa. Talvez, pensando que ficaria feio pra TV os clarões na arquibancada, deram um golzinho fio de esperança pro adversário “prá lá dos 45 do segundo tempo”, só pra chamar neguinho correndo lá da catraca pra gritar na boca do portão de saída de novo… Tudo em vão.

Ponte e Guarani dão uma sobrevida a campeonatos estaduais que ultimamente só levam os chamados GRANDES às finalíssimas. Eu sei que no Gauchão temos o Caxias na final, mas parece “óbvio” que com forte influencia de uma fórmula que beneficia clubes do nosso interior. Não acredito que tenha de ser a fórmula a ajudá-los e sim seus próprios méritos. E pra piorar o Caxias tratou de demitir o técnico campeão do 1º turno antes da final. Num campeonato de pontos corridos e com mata-mata só no final, o Campeonato Paulista mostrou que equipes menos prestigiadas como Ponte e Guarani também podem chegar lá se mostrarem um pouquinho de competência e sorte.

Ainda é pouco provável que um destes dois times leve a taça. Mesmo assim fiquei feliz de ver um Derby Campineiro escancarar a uma enorme corja de comentaristas “sudestinos” que o Corínthians não é o Barcelona Brasileiro e o Palmeiras tem uma direção medíocre (e faz tempo!).

…. mas vai que, com mais de 100 anos na fila, a Ponte Preta leva essa.. né? Aí sim eu começo a acreditar naquela história de fim do mundo esse ano.

Forte Abraço!

O calendário do nosso futebol

Imagina que o Francisco Noveletto (presidente da Federação Gaúcha de Futebol) vê esse blog? Bom, eu não posso perder a oportunidade de dar um palpite pros nossos campeonatos funcionarem um pouco melhor. Então é isso que eu fiz, num momento ocioso e com vontade de colocar em desenhos as idéias que tenho na cabeça. Pega papel e caneta aí Noveletto!!

Temos tantos campeonatos no nosso futebol e eu não vejo muita relação entre eles. Explicando melhor, não vejo muito bem o motivo de ganhar um torneio, se não está claro onde isso pode levar, entendem? Por isso, proponho, através do desenho abaixo, uma distribuição de campeonatos, enxugando os Campeonatos Estaduais com 10 equipes nas 1ª e 2ª Divisões e ligando o bom desempenho em torneios do primeiro semestre com vagas para torneios mais importantes no segundo semestre, e vice-versa, como manda a lógica que eu não vejo muito por aí… Vai que alguém vê…. né?

 (clica na imagem pra ampliar)

Noveleiros

Como nós, brasileiros, gostamos de uma novela. Vamos assumir, mesmo os homens, gostamos sim.
Já repararam como, por estarmos órfãos de um final de história naquele intervalo de finais de novela das 8h 9h, inventamos uma história pra acompanhar como novela da vida real? Melhor, a própria imprensa esportiva, cheia de homens, machões que não vêem novela, fantasia fatos como se uma novela fosse.

Nós homens, que amamos futebol (se você não ama, é a exceção que confirma a regra, porque é minoria), ficamos acompanhando nos jornais, durante os últimos meses, o amor complexo entre a mocinha Andrade Gutierrez e o galã Internacional… Enfim, acabou aquela novela. Assim como da Tereza Cristina, ninguém toca mais no assunto, porque agora começamos uma nova novela, cheia de capítulos pela frente, no qual temos um triângulo amoroso muy caliente entre dois clubes que se acham os galãs e uma mocinha chama “Oscar” (não que eu esteja chamando alguém de homossexual, longe disso… hm… o cara é bem franzino… hm…. deixa pra lá….) Pois é, não é filme não, é “Oscááár”, não “Óscar”….  Porque se fosse filme, nem seria também, em duas horas, no futebol, só contamos fatos épicos, e não estes “enroscos” com cara de folhetim mexicano…

Pois é, estou atraso hoje.

Forte abraço!

Antes tarde do que nunca

Buenas,

Como eu sei que este blog é de posse tornou-se espaço quase que exclusivo do Sr. Nique, apenas vou citar algumas poucas palavras para lembrar, até àqueles que não me conhecem, que existo.

 

Como gremista vou deixar claro que sou parcial mesmo, mas não vejo problema nenhum em falar do Inter também, assim como dos outros times. Isso não me impede de ver as coisas como elas são. Mas aqui, agora, só vou fazer um pequeno comentário da notícia acima.

Marco Antônio não é o cara. Mas faz falta naquele meio do Grêmio. Marco Antônio é imprescindível na articulação de grandes times – como a Barcelusa do ano passado, timaço arrasador que a imprensa paulista, tão especializada e bem preparada, já dava como campeã paulista de 2012 – e sua volta deve ser muito comemorada. Obviamente, enquanto ficou fora dos jogos do Grêmio, Marco Antônio fez falta – É óbvio que eu preferiria o Alex! -, apesar de errar alguns passes, a maioria dos gols do time – ou de Kleber, o que você preferir – vinha de passes seus.

Então, por favor, nesta quarta-feira tenham paciência: ele vai errar 200 passes, mas vai fazer algo que ninguém tem feito nos últimos jogos do Grêmio, dar opções de jogo no meio de campo.

Uma ótima notícia também não pode vir sem trazer uma ruim: Gilberto Silva volta à zaga, agora de óculos para leitura e, se bobear, uma bengala. Boa sorte para todos nós! …

Quer uma frase? Ontem o Cafú disse no “Bem Amigos”, programa da Sportv, que rodou em 12 peneiras antes de ser aprovado. Então não fique triste se você é um pereba – como eu – e não conseguiu entrar em time nenhum. Insista, encha o saco, seja murrinha, puxa o saco até não querer mais que você tem chance.. se o Cafú conseguiu enganar o 13º, você vai conseguir enganar alguém também!

Forte Abraço!