"Vecchia Signora"

Turín, 29 Mar (Notimex).- El club italiano Juventus de Turín, que milita en la Serie B, firmó un contrato por 33 millones de euros (44.6 millones de dólares) para que la empresa automovilística FIAT sea su principal patrocinador hasta 2010. +

É… time de Série B ganha pouco né…

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As palavras secretas

Ou “Como Escrever um Best-Seller de Suspense”

– Utilize algum elemento como condutor da história: cores, números, sequências… de preferência algo que possa ser “misterioso” sem parecer muito óbvio, mesmo sendo;

– Dê ao protagonista um medo, algo que será usado de forma irrelevante em algum lugar da história. Ex.: medo de locais fechados. Isso ajuda as pessoas a enxergarem a personagem de forma humana e menos estereotipada;

– Use adjetivos que não fazem diferença nenhuma na história ou na caracterização da personagem/local, fazendo parecer que você realmente é escritor. Algo tipo “Em uma manhã fresca, ela saiu…” quando na verdade isso não contribui em nada para a trama;

– Exagere. Precisa de alguma agência governamental para um conspiração? Crie uma, diga que na história poucas pessoas souberam/sabem da existência dela, que é tão poderosa que manda no presidente dos EUA, e que possui um gigantesco centro com as máquinas mais avançadas e as mentes mais brilhantes do mundo, embora isso vá contradizer aquela idéia de que ninguém conhece a dita-cuja;

– Por falar em agência governamental, ela SEMPRE vai ter alguém espionando o protagonista (ou outra personagem importante) em QUALQUER lugar do mundo, mesmo que não haja nenhum motivo para isso;

– Dê poucas pistas ao leitor. Aliás, de preferência não dê pistas, revelando informações importantes apenas quando o “assassino” for desmascarado;

– Todo bom suspense tem uma reviravolta imprevisível no final. Então, simplesmente pegue a personagem menos provável e coloque ela como o vilão da história. Motivações plausíveis não são necessárias;

– Faça um título impactante, algo como “O Efeito Dominó”. Coloque um ou outro conceito sobre o assunto na livro, apenas para justificar a capa;

– Venda para hollywood o mais cedo possível.

Retranca²

Inter 0 x 0 Velez
Estádio Beira Rio, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Gols: ih…

Depois de um começo equilibrado, o Christian confundiu área com piscina e mergulhou. Segundo amarelo, vermelho, chuveiro. A partir daí começou uma partida particularmente interessante: enquanto o Inter se defendia lá atrás, o Velez… Bem, o Velez se defendia lá atrás.

O Inter, com um homem a menos, se convenceu que ia ter que se superar pra não tomar gol. Se superou, e realmente fez a sua melhor partida na Libertadores, sem tomar nenhum gol, mesmo com uma defesa que não sabia fazer linha de impedimento e com o Clemer(!) no gol. O Velez, por sua vez com um homem a mais, veio a Porto Alegre tão decidido a arrancar um empate do Inter que conseguiu, mesmo criando as melhores chances de gol. Às vezes parecia que a situação era inversa, tamanhos eram a retranca do Velez e o espaço que o Inter tinha pra jogar.

O Inter não soube aproveitar as chances que teve e o Velez não soube aproveitar o seu homem a mais. Os últimos 10 minutos de jogo foram a maior tortura da rodada, pois os dois times estavam satisfeitos com o resultado – se o juiz terminasse o jogo aos 37′ do segundo tempo, ninguém reclamaria. Por falar no juiz, ele apitou mal, mas tanto pra um lado quanto pra outro.

E o Pato não fez nada. Como já se esperava.

(na minha visão gremista e parcial)


Após os noventa minutos de jogo, a maioria da torcida colorada deve ter respirado fundo e pensado que o resultado não foi tão ruim assim. Porém, provavelmente nenhum torcedor deve ter pensado que terminaria assim a noite de ontem.

Isso aconteceu graças à qualidade do time argentino aliada à polêmica expulsão de Christian, antes dos trinta do primeiro tempo, por simulação. Polêmica porque o não-pênalti foi duvidoso, assim como foi duvidosa a interpretação do árbitro em dar um amarelo no caso de a falta não ter ocorrido. Com um jogador a menos, o que era difícil tornou-se uma tarefa hercúlea. E o Velez soube aproveitar bem a situação, chegando a criar as maiores chances de gol da partida e fazendo com que um dos destaques fosse o Clemer (!). Destaque negativo para o árbitro, que após a expulsão se perdeu e deixou de marcas centenas de faltas e alguns pênaltis para ambos os lados.

Forte na marcação, mas ineficaz no ataque (ainda mais depois do Abelão ter tirado um atacante para pôr outro, isolando assim o Alexandre Pato lááá na frente, ao invés de tentar algo mais ousado), o Inter conseguiu pelo menos um pontinho. Agora os colorados vão torcer com tudo para um empate entre Nacional e Emelec, o que garantiria ao time do Beira-Rio uma situação paradoxalmente tranqüila no grupo. Mas, cá entre nós, o torcedor quer torcer nos jogos do seu time e não nos outros do grupo.

(na visão colorada e parcial do Valter)

Neutralidade

Apesar de já ter lido alguma coisa a esse respeito, o assunto voltou à minha mente com mais intensidade depois de ler o texto do Valter lá no Moldura. O tema em questão é Net Neutrality, e o que está em discussão quando se fala nessa suposta “neutralidade” é a possibilidade de todo e qualquer site ser acessado de forma igual.

Explico: hoje, o que define se um site vai carregar bem ou mal no seu computador é (1) a sua capacidade de banda e (2) o peso do site (imagens, flashes, fundos, frescuras, etc). Seja o site do Terra, do ClicRBS ou do Cataclisma14, não importa: todos recebem o mesmo tratamento. Mas esse princípio de igualdade entre os sites tá começando a ser “debatido”.

Nos EUA, rolam projetos que permitiriam que sites tivessem uma espécie de “banda privilegiada”, mediante pagamento para as empresas responsáveis pelo tráfego. Na prática, isso criaria duas categorias de sites na internet: aqueles que têm dinheiro, teriam banda privilegiada, seriam carregados mais rápido e, conseqüentemente, seriam mais acessados; e aqueles que não têm dinheiro, e cairiam na “vala comum” da internet.

Não precisa fazer muita força pra entender que é uma forma nítida que os grandes conglomerados de mídia estão encontrando para acabar com a pluralidade da internet como espaço de comunicação. A internet se igualaria aos outros meios de comunicação de massa, onde quem tem dinheiro concentra a audiência, e quem não tem dinheiro, não tem voz. Simples assim.

Obviamente essa nao é uma discussão que esteja sendo feita às claras, porque quem deveria estar cobrindo-a é a mídia tradicional, que muito interesse tem em que essa proposta ganhe força nos EUA e se espalhe pelo mundo. Pelo menos, os defensores da internet como ela é hoje podem contar com o apoio de empresas como Microsoft e Google, que mesmo tendo muito dinheiro para estarem no espaço privilegiado, defendem o modelo atual (sabe-se lá o porquê).

Mais do que o senso de justiça e de pluralidade e todo esse blá-blá-blá, trago essa discussão à tona porque, de um jeito ou de outro, disso depende o futuro do Cataclisma14. Até porque ainda não somos milionários.

Troco

Jogo 4/14
Grêmio 1 x 0 Tolima
Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Gol: Tuta 21’1T

Eu poderia dizer que o Grêmio precisa jogar mais, que não pode depender de um cara só ou que alguém precisa conversar com o Tcheco antes do jogo, pra dizer pra ele que o adversário mudou, que vai ser o São José de Cachoeira ou o Caxias, que seja. Poderia dizer muito mais, mas não vou.

Simplesmente porque nós ganhamos, e nesse momento é isso que importa. O grito que nós demos depois do gol do Tuta tava entalado na garganta desde o jogo contra o Cúcuta aqui, e foi provavelmente o gol mais comemorado desse ano, junto com o do Lucas contra o Cerro. Os dois, inclusive, artilheiros do time na competição, cada um com 1 gol.

Eu poderia dizer que o Grêmio precisa jogar muito mais para convencer e ganhar a Libertadores, mas não vou. Isso porque jogar mais e convencer não significa nada; no final das contas, só o que importa é fazer mais gols que o outro time.

(na minha visão gremista e parcial)


É, o Grêmio ganhou. Do jogo de ontem se tiram duas conclusões, uma positiva e uma negativa.

A negativa é que, apesar da vitória foi um jogo chato – de novo. Burocrático, parecia que o time gremista tinha ordens para ganhar por um gol de diferença e nada mais. E seguiu à risca essa ordem, porque nem as falhas medonhas da péssima zaga colombiana fizeram com que o placar fosse mais elástico. Falando em gols, o Grêmio precisa urgentemente de outro atacante, porque só o Tuta é pouco. E quando ele se machucar ou for suspenso? Não há substituto. E nem vou falar do camisa 10 tricolor porque esse não entrou em campo.

A positiva tem um pouco de obviedade: o Grêmio ganhou, faturou três pontos, é líder junto com o Tolima, etc. Mas isso é muito importante, porque o que vale agora, na real, é passar à próxima fase. Isso porque a partir das oitavas-de-final é outro campeonato, um campeonato em que o tricolor está muito mais acostumado a jogar – e ganhar.

Mesmo assim, jogando desse jeito as chances não serão muitas. É preciso melhorar.

(na visão colorada e parcial do Valter)

Projeto "Committed"

O negócio é o seguinte: no fim do mês passado me foi colocado o desafio de testar o poder do Orkut alterando meu perfil de “solteiro” para “namorando”. Disseram-me que a quantidade de gente que bisbilhota nossos perfis diariamente é muito maior do que o Orkut informa, e que a simples menção “namorando” no Orkut faz as pessoas mudarem de atitude contigo: ficam curiosas, tentam descobrir informações, nomes, datas e tudo mais. Estar “committed” no Orkut seria o equivalente a usar um anel de compromisso.

Num primeiro momento duvidei, achando um exagero. Depois, refletindo, pensei em fazer um teste, ou melhor, desenvolver um projeto em cima disso. E divulgar os resultados aqui em “Tá tudo interligado”. O objetivo seria estudar, sem qualquer pretensão acadêmica, a importância que o Orkut tem em meu círculo social de amigos e parentes. Para isso, precisaria desenvolver um planejamento, traçar estratégias, definir prazos e algumas regras, além de colher os resultados. Sendo ou não um sucesso, eu teria algum material sobre redes sociais on-line para discutir aqui no blog.

Antes de começar, obviamente, tentei levantar os riscos da empreitada. “Tudo bem que eu não estou namorando, mas também não posso queimar meu filme” foi a primeira coisa que me ocorreu. Mas eu ainda duvidava dos poderes do Orkut e, na época do desafio, eu me divertia com os outros fazendo piadas do tipo “O Google vai me deletar por inatividade!”, já que meu perfil era tão impopular que havia semanas que eu não recebia nenhum scrap. Assim, não havia o que temer.

O plano seguiria estas 3 regras:

1) A única alteração no meu perfil do Orkut seria de “solteiro” para “namorando”.
Explicação: evitar que outras mudanças, como fotos e comunidades novas, desviassem a atenção dos bisbilhoteiros da amostra*.

2) Não avisar ninguém sobre a alteração.
Explicação: evitar que descobrissem a “novidade” por qualquer outro meio que não fosse a fonte oficial em questão – meu perfil no Orkut.

3) Não avisar ninguém sobre o experimento, nem mesmo as pessoas mais próximas.
Explicação: tudo pela ciência.

(*) Pra compensar minha má fé, eu manteria o sigilo de todos.

A função durou do dia 05/03 até hoje, 27/03 de 2007. Ou seja, 3 semanas. Antes dos resultuados, alguns fatos para se levar em consideração:

• Há cerca de 40 milhões de perfis cadastrados no Orkut atualmente e, segundo o Google, cerca de 90% deles são brasileiros [fonte].
• Com apenas 3 anos de vida, o Orkut é disparado o site mais acessado pelos internautas brasileiros [fonte].
• Em 23 anos de vida, o máximo de tempo que já fiquei com alguém foi 1 mês.

Com vocês, os resultados coletados e comentados do “Projeto Committed”:

• Houve apenas 8 reações sobre a mudança. Só 8!!!
• Isto representa 4,45% do universo de 180 e poucos amigos no meu Orkut.
• Isto representa ainda 0,00002% do universo de 40 milhões de perfis do Orkut, todos com potencial de visitar meu perfil, ver que estou “namorando” e se manifestar de algma forma. Ué!
• Estas 8 reações se deram via Orkut (5), MSN (2) e celular (1).
• 3 das reações se deram em menos de 24h de execução do projeto.
• No 10º dia troquei minha foto, na tentativa de burlar as regras e atiçar o público, da mesma forma que um cientista desolado chacoalha os tubos de ensaio do seu laboratório e os aquece em potência máxima no microondas na tentativa de fazer sua cultura de amebas brilhar no escuro ou virar cerveja. No meu caso, a única reação que obtive com a nova foto foi um elogio de alguém que eu nunca pegaria – nem que ela gerasse energia elétrica ou carregasse a geladeira de long necks.

Enfim, os sites de rede social on-line são febre na internet mundo afora. Por isso, numa futura oportunidade, pretendo levantar dados e infomações mais relevantes sobre nosso estimado Orkut para discutir aqui nesta coluna. Por ora, a única conclusão útil que se pode ter do “Projeto Committed” é que eu preciso urgentemente deixar de ser tão acomodado com mulheres!

Trailers movimentam a indústria

Quando uma pessoa chega atrasada no cinema, normalmente ela pergunta na bilheteria se o filme já começou. Eu sou um pouco diferente: se estou em cima da hora, pergunto se os trailers já começaram.

A verdade é que sempre fui fascinado por essas pequenas “apresentações”, que muitas vezes são melhores do que as obras em sí – o de Armageddon, por exemplo, tem muito mais emoção e impacto em dois minutos do que o filme em duas horas. Claro, pode parecer mais fácil, são só alguns minutos e tal, mas isso não diminui em nada o mérito dos caras. E funciona: o trailer de Flyboys, que vi por acaso e me agradou pacas, fez com que eu ficasse com vontade ir direto na locadora – o que ia ser difícil já que eu estava na praia, mas enfim.

Até aqui, então, criou-se um formulismo, uma estrutura básica de trailers. Mais do que apresentar a história, ele precisa vender a coisa toda – se é um filme de suspense, por exemplo, precisa ter suspense em dois minutos. Alguns conseguiam com mais sucesso, outros não. Mas ainda dentro desse formulismo, existem aqueles que conseguiram capturar a atmosfera do filme, criando dentro de uma estrutura convencional um diferencial, um carisma particular – torna-se não apenas uma prévia, mas parte da obra. Cito como exemplos o de Sin City e Encontros e Desencontros.

Porém ultimamente as ações de marketing têm sido mais ousadas e arrojadas, e o mesmo ocorre com a indústria róliúdiana. Se o trailer de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças é tão original quanto o filme, até mesmo o teaser de The Hills Have Eyes 2 – continuação (provavelmente) dispensável do (também dispensável) Viagem Maldita – possui uma idéia inteligente e um truque bacana, diferenciando-se bastante do que normalmente se vê por aí.

Isso pode ser uma nova tendência, uma moda passageira ou apenas exceções. Quem pode dizer? Mas continuo achando divertido assistir comerciais/videoclipes de três minutos que tentam condensar uma história ou passar simplesmente uma impressão. E volta e meia surge algo realmente espetacular, fudido, com uma sacada tão legal que te deixa com um sorriso no canto da boca.

Então assistam, no quadradinho do Utube aqui embaixo, o trailer de O Guia do Mochileiro das Galáxias:

Opostos

Em apenas uma semana, os opostos são a maior das consequências do GP de Melboune, do último domingo.

Lewis Hamilton (McLaren), faceiro com o ‘pódium’ na corrida de estréia, já fala sobre título mundial. Cauteloso, comentou que pretende chegar ao título da categoria em três temporadas pois acredita que esse é o tempo suficiente para adquirir a experiência necessária para levantar a taça.

Já Heikki Kovalainen (Renault) decepcionou seu chefe, Flavio Briatore, que classificou a corrida do estreante nas seguintes palavras: “Todo o mundo o viu pela televisão. Não preciso defender ninguém. Foi um lixo” (Terra). Estrear é sempre dificil, mas também achei que o jovem piloto errou demais. O que é ruim para uns, é bom para outros. Nelsinho Piquet começa a esquentar as mãos para abraçar o volante.

Testes essa semana em Sepang, na Malásia.
Boa semana a todos.