Um jogo muda tudo

Dois filmes criados pela Wieden & Kennedy para divulgar a Copa do Mundo da Alemanha.

Sim, é o próprio Bono que está narrando. Sim, a classificação para a Copa tirou a Costa do Marfim de uma Guerra Civil que já durava três anos. Sim, é isso que uma paixão universal pode fazer, e muito mais.

“Após três anos de Guerra Civil, as facções inimigas se falaram pela primeira vez em anos, e o presidente declarou uma trégua. Porque a Costa do Marfim qualificou-se para a Copa do Mundo pela primeira vez. Porque, como todos sabem, um país unido tem melhores torcedores do que um país dividido.”

Não poderia ser melhor. Mas segurem as lágrimas, porque é de arrepiar.

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Tragicômico

Do absurdamente ridículo ao incrivelmente pertinente em um post. Cuidado pra não cair da cadeira.

Recorde do Maior Número de Pessoas Vestidas de Smurfs é quebrado – by Omelete
Duzentas e noventa pessoas de calças brancas, camisetas azuis (ou vestido branco), chapéus brancos, o resto do corpo pintado de azul e provavelmente cantando “lá-lá, lá-lá-lá-lá”. Essa foi a notável visão da corrida “Bay to Breakers” em San Francisco, Califórnia, cuja última edição ocorreu dia 21. Foi quando estabeleceu-se o recorde de Maior Número de Pessoas Vestidas de Smurfs. (…)

American Hostages… – by Riverbend
The big question is- what will the US do about Iran? There are the hints of the possibility of bombings, etc. While I hate the Iranian government, the people don’t deserve the chaos and damage of air strikes and war. I don’t really worry about that though, because if you live in Iraq- you know America’s hands are tied. Just as soon as Washington makes a move against Tehran, American troops inside Iraq will come under attack. It’s that simple- Washington has big guns and planes… But Iran has 150,000 American hostages. (posted in May 02, 2006)

Beijos nas gurias, abraços pro resto.

Só Brincadeirinha

Ontem eu vi uma reportragem de título: “Vestindo a carapuça”. Era sobre a revolta dos Chavistas com o lançamento de um jogo de vídeo-game onde o objetivo era dar um golpe de Estado em um governo populista de um país latino-americano rico em petróleo. Como assim, vestindo a carapuça? então não estamos falando da Venezuela? Eu sinceramente me lembro de poucas decriçoes tão precisas quanto esta! Até senti vontade de ser irônico e jogar aqui neste post algumas carapuças para os integrantes do blog vestirem, mas refutei a idéia. Afinal, ou não teria graça nenhuma, ou seria queimar muito, e não era.

Tudo bem, é video-game, é só brincadeira de criança. Eles vivem brincando mesmo! Batalha-naval no Golfo Pérsico (OK, só com os porta-aviões hoje em dia), Esconde-esconde no Iraque, Polícia e ladrão na América do Sul, Verdade ou Consequencia – seria verdade ou mentira? Chega um certo ponto que tanto faz. – É tão divertido que ninguém quer parar de brincar. Mas com as cucarachas ninguém quer brincar, elas são nojentas! Lá no meu sítio, por exemplo, quem caça os insetos é o cachorro de estimaçao que tem lá. Leal e obediente, como um Canadá na OMC podando as asas do Brasil.

É como dizem: são nas brincadeiras onde se descobrem as grandes verdades. Vou acabar esse texto por aqui, cansei de brincar.

Surrealismo

Sonoro
7:45 da manhã. Estava me preparando para sair de casa quando toca o telefone. Estranho, ninguém nunca me liga a essa hora.
– Alô?
– Alô. É da rodoviária de Três Coroas?
– Não.
– Como não?
– Não é.
– Mas eu liguei pro telefone da rodoviária de Três Coroas!
– Mas não é.
– Como assim “Não é”? Tá aqui o número, é claro que é!
– …
– Claro que é… – e “click”, desligou na minha cara.

Visual
Às 8:00 da manhã estaciono na Santo Ângelo e venho caminhando pela Luciana de Abreu, como sempre faço. As ruas do Moinhos são bastante arborizadas, mas em dias de serração baixa, como hoje, o verde das árvores parece alcançar o céu. Ainda é cedo, o movimento é pouco e a tranquilidade reina. Sigo em paz meu caminho para mais um dia de trabalho.
Estacionados por estas ruas é comum encontrar carros tão luxosos quanto os condomínios ao redor. Entretento, não consigo descrever o que senti ao descobrir que um estranho borrão vermelho e amarelo, perdido na neblina daquela rua, era na verdade um lindo Toyota Paseo com uma placa presa sobre o bagageiro, onde se lia em letras garrafais:
“EU NÃO SOU IDIOTA.
LULA, EU SEI QUE VOCÊ SABIA!”

Um texto para sexta-feira

Saía. Faltavam 5 minutos para terminar seu horário normal de trabalho, decidiu sair 5 minutos antes sem dar bola pra nada, afinal de contas era uma sexta-feira, e sextas feiras são feitas de transgressões. Todas elas.

o chefe o parou no corredor, perguntou se ele tinha mais um tempinho porque tinha pintado mais um trabalho e o cliente queria pra hoje ainda. A pergunta saiu como uma ordem. Dentro da cabeça, milhares de ofensas surgiram, pensou inclusive em dar-lhe um tabefe ao pé da orelha, chutar seu saco e espancá-lo até que um sorriso surgisse em seu rosto, e pudesse calmamente ir embora.

Pensou em inventar que a mãe estava doente, que precisava comprar alguns remédios antes que a farmácia fechasse. Não fosse o fato de todas as farmácias ao redor serem 24h e de que sua mãe já havia falecido a menos de seis meses, seria uma boa desculpa, com certeza.

A profusão de idéias, desculpas, ofensas e saídas foi tanta que por alguns momentos deixou um vácuo nos pensamentos, suficiente para uma tomada de decisão inconsequente digna de uma sexta-feira. Deu dois passos, esbarrou no ombro direito no chefe, que caiu embasbacado. Foi rápido em direção à escadaria e, correndo, pulou os primeiros três degraus que o levariam à liberdade.

Eram só dois andares a serem descidos antes da saída. No caminho, encarava os olhares perdidos e duvidosos que seus colegas o dirigiam, mas ignorava-os logo em seguida, para não perder-se nos degraus e sofrer um tombo que, pela velocidade com que seguia, poderia ser fatal. De três em três, às vezes quatro, os degraus iam sendo ultrapassados.

Atingiu o térreo, agora era só pegar o corredor que levava ao hall e cruzar a porta de vidro em direção a parada. O segurança avistou-o e, sem entender muito bem, tentou travar o seu caminho, provavelmente estranhando um funcionário que saía correndo 4 minutos antes do horário. Não teve sucesso: num fôlego só, fechou os olhos e – sabe Deus como – derrubou o segurança, pelo menos 30kg a mais que ele. Coisas de sexta-feira. Viu os tons de laranja e violeta que pintavam o céu no final de tarde. Mas ainda precisava pegar um ônibus qualquer, só então estaria livre. Em uma última olhada para trás, viu o segurança, seu chefe e a recepcionista olhando para ele, o primeiro começou a persegui-lo. Viu ainda a moça feia da limpeza que todo dia perguntava “E a família?” na hora de recolher o lixo, assustada com o que acreditava ser um assalto.

Chegando à parada, um ônibus fez menção de arrancar. Fez sinal, subiu com o carro em movimento, sentou nos bancos da frente mesmo. Todos ainda lá, olhando-o embasbacado. Sentiu algo bom, novo e libertador. Os tons de laranja davam lugar ao escuro do céu num começo de noite aliviado, enquanto sorria rumo a sua casa, à sua sexta-feira, enfim, à liberdade. Resolveu esquecer chefe, segurança e moça da limpeza, relaxar colocar os headphones.

No sábado pensaria a respeito.

Por toda a parte

Não sei qual foi o motivo, a circustância, a razão ou quais os envolvidos, mas estava eu na parte de cima da academia fazendo aquecimento na esteira (sim, eu faço aquecimento na esteira, algum problema?) quando ouço um maluco lá na parte de baixo soltar um urro:

– CATORZE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Juro que só não desci correndo as escadas e abracei o cara por falta de fôlego.

Da série "300 pila bem investidos"

Comentários extremamente superficiais, preconceituosos e rasos sobre os filmes vistos em DVD no último fim de semana.

Ah, eu ia botar esse post ontem, mas fiquei fazendo o trabalho de cinema na hora do almoço (nem esquentem, eu consegui almoçar antes de fazer o trabalho, obrigado pela preocupação):

Flores Partidas

Bill Murray é um velhão pegador que um dia recebe uma carta de uma ex-namorada dizendo que ele tem uma cria de 19 anos. Sem muitas delongas, o cara parte numa viagem pra descobrir qual das namoradas ele embuchou e onde diabos está seu filho!

Estrelado por Bill Murray, elogiado pela crítica, com um ritmo cadenciado… achei que ia ser tão bom quanto Encontros e Desencontros, mas dei com os burros n’água. O filme é chato, sem emoção nenhuma, sem sacada nenhuma, enfim, sem nada. Pelo menos me ajudou a dormir. Os únicos destaques são a mina que aparece pelada e a mina da loja de flores (que INFELIZMENTE não aparece pelada). Sobrou pretensão e faltou Scarlett Johansson nessa película.

Toy Story 2

Quando o caubói Woody é sequestrado por um colecionador nerd que não pega ninguém (desculpem a redundância), o astronauta Buzz lidera uma missão de resgate que irá correr contra o tempo para salvar Woody de passar o resto da vida em um museu no Japão.

Putaquepariu, o filme é ducaralho!!!! Sério. Uma história empolgante, eletrizante, excelentes tiradas comicas… além do mais, não perde o pique em nenhum momento. Poucas vezes ri tanto assitindo a um desenho animado. Toy Story 2 realmente merece um polegar pra cima. Melhor animação da história!!

Spartan

Val Kilmer é um membro do Serviço Secreto que corre contra o tempo (notaram como nos filmes os caras sempre tão correndo contra o tempo?) para salvar a vida da filha do Presidente. Mas num Thriller de ação Hollywoodiano nada é o que parece, e ele logo se encontrará no meio de reviravoltas, conspirações e assassinos de aluguel.

Na real é um filme bem bacana. Segue aquele padrão dos thrillers americanos e tal, mas consegue ser inteligente dentro disso. Nem sempre as idéias conspiratórias levam a algum lugar, a trama realmente evolui de maneira interessante, as cenas de ação são excelentes e as pessoas intocáveis não são derrubadas por um simples agente do serviço secreto no final. Bastante plausível até, e com uma boa atuação do ex-Batman. O tipo de filme que tu esquece assim que ele acaba, mas enquanto não aparece o “The End” ele te deixa preso na telinha.

A Lista de Schindler

Oskar Schindler é uma alemão filiado ao partido nazista na época da Segunda Guerra Mundial. Nada fora do comum aí, exceto que ele utilizou toda sua fortuna e perspicácia para salvar 1.100 judeus do terrível destino de Auschwitz.

Tubarão, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Indiana Jones (I, II e III), E.T., Império do Sol, O Parque dos Dinossauros, Minority Report, Pegue-me se Puder, O Terminal, Guerra dos Mundos, Munique… todos no mínimo excelentes dentro de seu contexto (e alguns são espetaculares) e, mesmo assim, muita gente não considera o Spielberg um bom diretor. Claro, o que faz sucesso não pode ser bom, né? Mas em A Lista de Schindler, Spielberg faz uma verdadeira pérola, um filme tenso, cativante e emocionante. Uma trama que poderia facilmente cair para um melodrama barato torna-se uma poderosa história de lealdade e princípios, com um final que certamente vai levar qualquer um às lágrimas (entrou pra lista de raríssimos filmes que eu chorei assistindo, cujo primeiro item é “Jamaica Abaixo de Zero”).

A Lista de Schindler é contundente, o tipo de filme que deviam passar nos colégios (uma vez eu vi “Shakespeare Apaixonado” no colégio, não sei pra que, certamente essa obra genial do Spielberg teria valido mais a pena). O diretor fez aqui uma verdadeira obra-prima, forte, humana e que deixa o espectador perplexo no final.

Sobre Pizza

Há muito só comento e nada posto, é verdade. Culpo a preguiça, que me matará um dia. Mas, até lá, sigo me divertindo com coisas engraçadas neste e em outros blogs.

“Guia de alimentação básica para solteiros: A Pizza” é dos posts de blogs que eu não conheço mais engraçados que eu já li em toda minha vida de leitura de blogs que não conheço. Recomendo com muito entusiasmo, pois é de chorar de rir.

Destaque para os capítulo “Estudo de caso”, destinado a responder perguntas como “Quero assar uma pizza mas não tenho um forno” e outras maluquices, e “Solteiro-padrão”, com dicas de como conquistar uma mulher assando uma simples pizza.