RANKING DA TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA

“Hoje, a partir das 18:10, São Paulo e Grêmio disputam o primeiro jogo da Libertadores 2008…”

Com o povo todo já falando da Libertadores 2008, o CATACLISMA14 lança, em primeira mão como sempre, o Ranking da Taça Libertadores da América! Esse ranking é baseado na mesma idéia do ranking da Revista Placar para o Brasileirão, que dá pontos aos clubes não pelas vitórias, mas pelas suas colocações em todas as edições do Torneio. Por quê?

Bom! O primeiro campeonato continental, em 1960, teve a participação de 7 equipes (Peñarol, Olímpia, San Lorenzo, Millionários, Bahia, Jorge Wilstermann e Universidad do Chile). Pela quantidade de equipes é possível perceber que não houve um grande número de partidas e, com a pontuação pelo número de vitórias, que na época valia 2 pontos, seria menosprezada a participação destas equipes, não apenas da 1º edição, como das várias realizadas durante os anos 60 e 70.

Assim, o campeão de cada edição da Taça Libertadores da América, no Ranking C14, recebe 10 pontos. O vice, recebe 9 pontos. O terceiro colocado recebe 8 pontos e assim sucessivamente até o décimo colocado, que recebe 1 pontinho.

O líder RkC14, como vocês verão abaixo, não é o maior campeão do Torneio, Independiente, mas o Peñarol, que ganhou alguns e beliscou outros vários campeonatos. Sua supremacia, até os anos 80, fez do Peñarol o líder absoluto do ranking mesmo agora em 2007. A equipe brasileira melhor colocada é o São Paulo, em 8º, seguido de perto pelo Grêmio, em 10º, apenas 3 pontos atrás. Até 2006, o São Paulo abriu uma boa distância dos demais brasileiros, quando tinha 7 pontos a mais que o Palmeiras, o então 10º colocado até o início da edição 2007. Talvez, já prevendo o lançamento do Ranking C14, o São Paulo vá colocar em campo hoje o time completo, com medo de perder o posto de melhor brasileiro no ano que vem…

Com o título de 2007, o Boca Juniors subiu uma posição e agora é o 3º colocado geral, com 127 pontos, deixando o Independiente para trás. O River Plate, seu maior rival, é o 2º, com 143 pontos. Abaixo o Ranking com os resultados dos últimos 10 anos, divirta-se!

Entre os demais brasileiros: o Flamengo é o 22º com 39 pontos. O Internacional é o 23º, com 35 pontos. O Vasco da Gama é 36º, com 21 pontos. O Corinthians é o 39º com 20 pontos. Mais informações, se quiserem, respondo pelos comentários! Abraços!

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Libertadores Blogada

E chega ao fim a cobertura cataclísmica da Libertadores 2007. Conforme o prometido, fizemos a cobertura dos 20 jogos da dupla grenal no torneio, apresentando democraticamente duas visões contrastantes sobre cada jogo.

Além de alguns títulos de posts inspiradíssimos (Síndrome de Ronaldinho, Eutanásia já! e Queijo Suíço II são alguns que me vêm à mente), essa seção nos proporcionou também algumas pérolas.

“(…) e Clemer mostrou que “sair-do-gol” é seu nome do meio”. (Kleiton, Nacional 3 x 1 Inter)

“(…) deixou quatro jogadores (?) do Força e Luz livres dentro da pequena área, o que seria uma covardia tremenda contra um goleiro, que se dirá contra o Clemer!”. (Thiago, Emelec 1 x 2 Inter)

“O colorado está fora da Libertadores? Nada demais. Até achei que já estavam acostumados”. (André, Inter 1 x 0 Nacional)

“Afinal, pra quem ganhou a segunda divisão vencendo o forte Náutico, bater o Boca e levar a Libertadores não parece ser tão difícil assim”. (Valter, Boca 3 x 0 Grêmio)

Enfim, um projeto que termina. Agradecimentos especiais ao Valter, colaborador importantíssimo para que o projeto acontecesse dessa forma. E agradecimentos também ao público leitor que comentou, reclamou, debateu: afinal de contas, é disso que vive um blog.

Esse projeto termina, mas o projeto da Camiseta Oficial Cataclisma14 continua, aguardando a participação massiva de seus leitores.

Grande abraço.

O sentimento não termina

jogo 14/14
Grêmio 0 x 2 Boca Juniors
Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS)
Gols: Riquelme 23′ e 35′ 2t,

Kleiton

Muito embora soe como desculpa esfarrapada, estou satisfeito com o Tricolor. Não pelas duas derrotas contra o Boca, nem por perder o título que logo após a classificação contra o Santos parecia tão próximo. Mas sim pela campanha que fez com o grupo que possuía – e que raramente conseguia entrar completo em campo. Para um time que não tem atacante – aquele de profissão, no estilo Jardel – o Grêmio até que fez bastante gol e chegou longe.

O Boca foi campeão por merecimento. O Grêmio foi vice por falta de opção. E a torcida – pelo menos a maior parte dela – deu show de novo, aplaudindo um time ao qual, embora tenham faltado gols e chutes a gol, sobrou raça e vontade.

André

É grande a diferença que um gol irregular e um gol contra fazem. Mas o Boca jogou melhor no Olímpico e mereceu o título, embora o Grêmio tivesse sim time pra virar – mas com atuações nulas de Tcheco, Tuta, Lucas e Amoroso, e perdendo o excelente zagueiro Teco ainda no primeiro tempo, ficou mais difícil.

No entanto, o tricolor gaúcho saiu de uma Série B para a final do torneio mais importante da América Latina (tirando a “Tríplice Coroa”, claro), um feito a ser respeitado e aplaudido. E se o Grêmio não conseguiu vencer, pelo menos foi mais além do que outros times que não conseguiram competir.

Thiago

Imortalidade? Imortal não significa invencível. O sentido gremista imortalidade é não desistir, é fazer o algo a mais, o que ninguém espera. E essa imortalidade tricolor se fez presente ontem no estádio Olímpico no aplauso mútuo entre jogadores e torcida após o jogo, no hino cantado quando o jogo estava para acabar, no nome de cada atleta gritado em quanto recebiam a medalha. Cena comovente que estreitou ainda mais os laços entre ambos.

Mais uma vez está comprovada a tese de que o Gremio é um time diferenciado (e eu nao disse ‘melhor’ nem ‘pior’, antes que alguma interpretação seja mal feita), que está em outro plano. Num país que tem a cultura de menosprezar o vice, a torcida reconheceu o grande trabalho dessa equipe valorosa (bom, até a imprensa do centro do país reconheceu…) e que não foi pouco o que o Grêmio conquistou nessa Libertadores. A história não acaba aqui!

(na nossa visão Gremista e parcial)
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Só pode haver um. Não, eu não estou citando Highlander e fazendo referência ao suposto Imortal. Estou falando que só pode haver um ser chamado Dercy Gonçalves. Isso talvez explique o fato de o Grêmio não ter vencido a Libertadores esse ano. Afinal, Milton Neves havia lançado um desafio: caso o tricolor conquistasse o título ele mudaria seu nome para Dercy Gonçalves Neves. Evidentemente, não se brinca com um semi-deus de um século de vida. Ou talvez as explicações possam ser as seguintes:

– o Boca é verdadeiramente Copeiro, com “C” maiúsculo;
– Riquelme vale cada centavo dos dois milhões de dólares pelo empréstimo de quatro meses;
– o Boca não pipoca fora de casa;
– o Boca sabe exatamente como jogar com um resultado já construído: ele cozinhou o jogo todo e em dois ataques fulminantes matou a partida;
– o Boca não precisa de gol de pênalti na final. Por isso, é o Palermo quem bate as cobranças;
– a diferença entre os times foi tão grande, mas tão grande, que foi a maior diferença de gols em uma final de Libertadores.

Enfim, dessa derrota ficam a bela atuação de Gavilán, o show das duas torcidas e uma imortalidade falecida. Não foi desta vez, o que é uma pena. Afinal, um título gremista corroboraria uma fase excelente do futebol gaúcho no cenário internacional – seria a primeira vez que dois times do mesmo estado ganhariam a taça em seqüência -, além de calar a boca de muito jornalista do eixo Rio-São Paulo. Mas não dá nada, ano que vem de repente tem mais.

(na visão colorada e parcial do Valter.)

Considerações

Análises imparciais, como se sabe, são impossíveis na prática, já que cada análise traz consigo uma carga pessoal que não pode ser desvencilhada do texto. Mas estou tentando me distanciar um pouco do jogo da próxima quarta-feira, só pra ver o que esperar.

O fato é que a situação é bastante desfavorável pro tricolor. O fato é que o Grêmio precisa fazer pelo menos 3 gols, e não sofrer nenhum, pra pelo menos levar pra prorrogação. E fazer mais um, ou pelo menos não tomar nenhum, pra levar pros penaltis. O fato é que o Boca não é o Defensor, nem o Santos, nem o São Paulo, nem o Caxias.

Mas alguns fatos jogam a nosso favor. O fato, por exemplo, do tricolor ter feitos partidas impecáveis no Olímpico no mata-mata da Libertadores. O fato de fazer sempre o mínimo necessário para atingir seus objetivos. O fato da torcida lotar o estádio a cada jogo, e empurrar o time para as vitórias. O fato de ter um técnico tranquilo, profissional, que conhece bem as ferramentas que possui e sabe como utilizá-las.

Na pior das hipóteses, se não conseguirmos, ficará a certeza que perdemos o título lá, na bombonera, e contra um grande clube, que nessa situação chegaria à sua sexta libertadores. Na melhor das hipóteses, se conseguirmos, eu não voltarei pra casa antes do dia clarear. E vai ser provavelmente a comemoração mais enlouquecedora que essa cidade já viu.

E além de todos os grandes motivos que tenho para torcer pelo Grêmio (paixão, fé, orgulho), essa semana ainda surgiu outro, bastante forte: essa declaração do Milton Neves.

“O sonho do tri gremista acabou. Goleada prevista em decisões entre duas equipes niveladas tecnicamente nunca acontece. Se o mortinho Grêmio nota 5,5 meter 4 a 0 no Boca nota 6,5, no Olímpico, eu mudo meu nome para Dercy Gonçalves Neves.”

Com esse nome, acho que ninguém mais dá emprego pra ele. Veremos.

Tá no script

jogo 13/14
Grêmio 0 x 3 Boca Juniors
Estádio de la Bombonera, Buenos Aires (ARG)
Gols: Palácio 18′ 1t, Riquelme 28′ 2t e Patrício (contra) 44′ 2t

Quando terminou a partida contra o Santos na quarta passada, eu me perguntei se seria possível a final ser mais sofrida do que aquilo. A resposta foi dada com sotaque: Si, se puede!

Minha relação com esse primeiro jogo da final começou na sexta-feira, desde então eu estava tentando arrumar um jeito de ir pra Buenos Aires. Mas, assim como Tcheco e Tuta, eu não consegui chegar na Argentina pra participar do jogo.

Buscando analisar friamente (o que não é minha obrigação já que essa é uma versão gremista), o Tricolor não sentiu a pressão de jogar na tal Bombonera, dominava o jogo até darem um gol para os donos da casa. Tava impedido, mas não se pode parar no meio de um lance crucial de uma final de Libertadores para pedir impedimento, erro nosso também.

Depois do primeiro gol talvez se imaginava que a porteira estaria aberta. Não foi o que aconteceu. Claro que o Grêmio, naturalmente abalado por uma grande injustiça, perdeu o domínio das ações; mas o adversário continuava não conseguindo exercer a pressão prometida.

No segundo tempo, Teco (!) fez a defesa do título, aquele tipo de lance que nos faz dizer – “Se essa não entrou, não entra mais!”. Tudo ia sendo mais ou menos controlado até que, inspirado pelo clima do Pan, Sandro decidiu lutar Tae Kwon Do instantes antes de ser substituído por Lucas. Acabou saindo, substituído por… ninguém. Com um a menos não deu mais. Riquelme, que se mostrou mascarado e desdenhoso o tempo todo, enfim agiu. E no finzinho do jogo eles ainda acharam um terceiro gol, que deu ao placar dimensões irreais.

Irreais, não irreversíveis. A presença de Coppola usando um cachecol nas cores do Grêmio nos camarotes ratificou a minha certeza de que tudo isso faz parte do roteiro de uma emocionante TRI-logia que terá seu próximo episódio no dia 20, em Porto Alegre. Si, se puede!

(na minha visão Gremista e parcial)
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Dizem que ganhar um campeonato com um gol irregular é a melhor coisa que pode acontecer. Depois da quarta que vem, provavelmente o Boca vai poder sentir esse gostinho.

O jogo começou naquele ritmo que o Grêmio gosta: jogo cadenciado, poucos lances de gol e a torcida gaúcha esperando aquele gol que costumava sair ainda no primeiro tempo. E não é que o gol saiu? Só que pro lado errado. Em um lance irregular, Palermo tocou para o padawan Palacio só empurrar para as redes. A partir daí, pra usar um termo justo, fodeu.

O segundo tempo começou, resumidamente, assim: em oito minutos o Boca já havia perdido três gols feitos. Os gremistas estavam perdidos, pressionados pela torcida argentina, que não parava de cantar um minuto sequer. Depois o tricolor até conseguiu equilibrar a partida, mas só até os doze minutos, quando Sandro Goiano resolveu chutar o queixo de Banega e acabou sendo expulso. Daí o que era ruim virou um terror: não havia gremista que não desejasse o fim do jogo. Mas ainda demoraria dois gols para isso acontecer.

Riquelme é o cara. Depois de pegar uma bola na intermediária, a prende até sofrer a falta. Ele mesmo bate e faz o segundo do Boca, aos 28 minutos. Como nada é tão ruim que não possa ficar pior, aos 44 o craque do boca enfileirou gremistas pelo chão e quase marcou um golaço, não fosse a ótima defesa de Saja. No rebote, cruzamento na área para o complemento cagado de Patrício e Teco, no melhor estilo Dida – Aldair.

Com três gols de vantagem, os argentinos estão muito próximos do seu sexto título. Para o Grêmio está difícil, mas ainda não dá pra dizer que o título está perdido. Afinal, pra quem ganhou a segunda divisão vencendo o forte Náutico, bater o Boca e levar a Libertadores não parece ser tão difícil assim.

(na visão colorada e parcial do Valter.)

Conhecimento de Causa

Jogo 12/14
Grêmio 1 X 3 Santos
Estádio da Vila Belmiro, Santos
Gols: Diego Souza (G) 23′ 1t, Renatinho (S) 45′ 1t e 15′ 2t e 0-berto (S) 31′ 2t

É bonito ver um time que sabe o que está fazendo. O jogo desta quarta-feira na Vila Belmiro foi sofrido, muito sofrido; mas em momento algum de toda essa fase semi-final o Grêmio esteve eliminado.

A maior virtude desse Tricolor não está nas suas qualidades, mas no pleno conhecimento de seus defeitos. Sinal de maturidade. Venho batendo nessa tecla desde a final do Gauchão do ano passado.

Contra o Santos, tínhamos a vantagem de poder até perder o jogo, mas a proposta inicial não era de se fechar lá atras e simplesmente nao tomar gols. Tanto é verdade que abrimos o placar com um golaço a la Fifa Soccer do Diego. Lance que nos classificou.

Mas com a saída por lesão de Carlos Eduardo; Mano, que já não contava com Tuta e Amoroso, percebeu que nao teria mais como atacar e escolheu o que suas possibilidades ofereciam: retranca absoluta e contra-ataque.

O tecnico sabia exatamente o quanto seu time podia aguentar, por isso pedia desesperadamente o fim do jogo nos acrescimos. Mais cinco minutos e esse texto ficaria extremamente amarelado…

O Santos fez a parte dele. Aliás fez mais do que esperava-se dele; pois pra quem nao se deu conta, o segundo gol do ‘peixe’ foi de ‘coxa’; e até onde eu sei, o projeto genoma não evoluiu ao ponto de encontrarmos ‘coxinha de peixe’ nos menus dos restaurantes de frutos do mar.

Por se conhecer e por conhecer a competição como poucos, o Grêmio, apoiado em suas características e no regulamento, chega à quarta final de Libertadores de sua história.

(na minha visão gremista e parcial)
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Depois de uma semana cheia de confusões fora de campo, com provocações dos dois lados, Santos e Grêmio tinham tudo pra fazer um baita jogo para decidir quem iria para a final da Libertadores. E as duas equipes cumpriram direitinho a promessa.

O primeiro tempo parecia uma reprise do primeiro jogo: o Grêmio anulava o time santista, que por sua vez só tinha conseguido uma chance de gol. Como no jogo do Olímpico, o Grêmio saiu na frente, desta vez com um golaço de Diego Souza. Parecia que a última pá de terra havia sido jogada sobre o caixão do Peixe. Afinal, a equipe paulista precisava de quatro gols. Parecia.

No final do primeiro tempo, o Santos empatou. O empate veio numa hora estratégica, pois o segundo tempo começou com os santistas com moral alta e ainda acreditando. E o segundo tempo foi completamente diferente: o tricolor tentava desesperadamente não levar gols enquanto o Peixe vinha com tudo. Um jogão! E não é que vieram o segundo e o terceiro gols? Só que a vitória por 3 a 1 foi insuficiente para desclassificar o Grêmio, que segue para a final e agora espera o seu adversário, que sai amanhã do jogo Boca Juniors e Cúcuta (!).

Duas observações: a primeira é que essa disputa me lembrou aquele embate de 1995 entre Palmeiras e Grêmio, quando os gaúchos podiam perder por até quatro gols de vantagem – haviam vencido por 5 a 0 o primeiro jogo – e ainda logo no começo da partida abriram o placar. O jogo terminou 5 a 1 para o Palmeiras, provavelmente com centenas de gremistas morrendo do coração.

A segunda é que o Grêmio pode conseguir uma façanha se ganhar a Libertadores (além do título propriamente dito): vão ter provavelmente a pior campanha da história entre os campeões da competição. Já têm cinco (!) derrotas, e nada impede que consigam mais uma. Isso se deve em grande parte à bela atuação de sua torcida, que não só lota o Olímpico como grita do início ao fim do jogo. De qualquer forma, jogar com o regulamento embaixo do braço também vale. Como também vale – e não tem preço – ver o Wanderlei Luxemburgo tendo piti contra a arbitragem e o José Roberto Wright.

(na visão colorada e parcial do Valter)

Perto

Jogo 11/14
Grêmio 2 X 0 Santos
Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre
Gols: Tcheco 33′ 1t e Carlos Eduardo 35′ 1t

O Santos esteve perto de marcar o primeiro gol no Olímpico ontem, sendo parado por uma bela defesa de Sabástian Saja. Mas depois disso, o time da Vila nem sequer chegou perto da área do imortal.

O Tuta matou no peito e chutou perto do travessão, assustando Fabio Costa. O Ávalos queria ficar perto do Diego Souza, mas tão perto, que o abraço fraternal dentro da área – e consequente “ippon”, em linguagem de judô – resultou em pênalti. E em gol. Estávamos perto de acabar com a invencibilidade do ex-time de Pelé.

O Carlos Eduardo ficou por perto da zaga santista, e na falha do Adaílton, colocou no canto, perto da trave esquerda do goleiro. Golaço do guri, que está muito perto de conseguir uma vaga na seleção do técnico de futebol mais fashion que o mundo já viu. Tcheco ainda esteve muito perto de marcar o terceiro gol, mas chutou em cima do goleiro.

O Grêmio esteve perto da perfeição na noite passada, num jogo de garra e amor à camisa que ainda não se tinha visto nessa Libertadores. E agora está muito perto da final da competição mais importante das Américas. Mas não tem nada ganho, ainda mais pro Grêmio, time para o qual as coisas são sempre suadas, sofridas, batalhadas.

Sempre perto do impossível.

(na minha visão gremista e parcial)


É sempre muito legal acompanhar na Libertadores o confronto dos dois melhores times da atualidade no Brasil. Ano passado deu para acompanhar (Inter x São Paulo, pelas finais), e esse ano não será diferente. Os primeiros noventa minutos foram disputados ontem e o Grêmio saiu na frente, e bem.

Indiscutivelmente os gaúchos fizeram sua melhor partida na Libertadores. O Santos não conseguiu jogar, exceção feita a um chute ainda no primeiro tempo com grande defesa de Saja. Todos os gremistas marcavam implacavelmente, sem deixar espaço nenhum e saindo rápido nos contra-ataques.

O Grêmio segurava os santistas até que Diego Souza foi derrubado na área, num pênalti duvidoso mas bem marcado. Tcheco bateu e fez o primeiro. Logo em seguida, o zagueiro santista esqueceu que o jogo era sério e deu o segundo gol para o tricolor. Depois disso, o Santos rezou para o primeiro tempo terminar o mais rápido possível. E fez bem, porque o jogo poderia muito bem ter terminado uns 4 a 0 ainda nos primeiros quarenta e cinco minutos.

O segundo tempo começou com o Santos partindo para o ataque, mas sem o menor poder de fogo. O Grêmio continuava contendo a equipe adversária e sendo mais perigoso. Sandro Goiano foi derrubado na área, mas o árbitro achou que um pênalti estava de bom tamanho e não marcou nada.

Por último, mais uma vez a torcida gaúcha deu uma aula de como torcer. Cantou nos noventa minutos, fazendo com que a vitória dos onze jogadores fosse também, de certa forma, sua.

Assim, o jogo chegou ao seu final estabelecendo uma ótima vantagem para os gremistas, tanto efetiva quanto moral. Afinal, deram um baile naquele que muitos apontam como o melhor time do país. Agora ficou tudo para a Vila Belmiro. O Grêmio leva grande vantagem, mas nem tudo está perdido para o Peixe. E aí, quem vai à final?

(na visão colorada e parcial do Valter)

Conta paga

Jogo 10/14
Grêmio 2(4) X (2)0 Defensor
Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre
Gols: Tcheco 22′ 1t e Teco 44′ 1t

Desvantagem*
De acordo com o pai-dos-burros:

s. f.,
falta de vantagem; inconveniente; inferioridade.

De acordo com o dicionário gremista:

s.f.,
questão de tempo.

*incluindo aí o fato de jogar contra a arbitragem, mesmo estando em casa. Sem falar que agredir menores de idade dá cadeia – se for dentro da área, então, é sentença de morte.

(na minha visão gremista e parcial)


Dizem que uma grande defesa começa com um grande goleiro. Seguindo essa lógica, um pequeno Defensor jogou contra o Grêmio ontem. Isso porque o seu goleiro… Sua participação foi tão bizarra na noite de ontem que escolhi ver o jogo através desse personagem único. Deixo a avaliação do jogo para meu colega gremista.

Primeiro, o primeiro gol. Cobrança fraquinha de Tcheco, a bola quica na sua frente e ele educadamente a deixa entrar, talvez como um pequeno presente da visita para o dono da casa. Depois, o segundo gol pelo meio das pernas. Tá, não foi frango, mas uma bola entre as pernas tem o seu valor simbólico. Mas o melhor – pior? – ainda estaria por vir: a decisão por pênaltis.

No primeiro pênalti, Martín Silva conseguiu uma façanha: a bola vinha direto nas suas mãos, quando de repente a danada escorrega por entre elas e vai direto no seu nariz, indo logo em seguida para dentro do gol. Nos outros pênaltis, ele decidiu homenagear o seu personagem favorito: Horácio, o simpático dinossauro do Maurício de Souza. É, aquele que tem os braços pequeninhos, meio para dentro, quase um deficiente físico. Pois em nenhuma outra bola o goleiro do Defensor foi capaz de esticar os braços. Veja em algum VT o último pênalti do Grêmio, exemplar nesse sentido: a bola vai no ângulo, indefensável para qualquer goleiro. Mas Horácio (Martín) nem sequer tenta alcançar a bola. Pelo contrário, faz um movimento ioiô com seus braços, começando a esticá-los para logo em seguida retrai-los com a graça de um dinossaurinho.

Pra não dizer que Martín Silva só falhou, vale como argumento o fato de que ele fez uma boa defesa no segundo tempo, quando defendeu uma bola com a perna e o braço ao mesmo tempo (?), e os seus colegas de time, que não sabiam que o objetivo dos pênaltis é acertar a bola dentro dos limites da trave e decidiram bater tiros de meta.

Enfim, o Grêmio está na semifinal da Libertadores e vai pegar outro brasileiro, o Santos. As chances de passar às finais são boas, melhores ainda pelo fato de que Amoroso não joga a primeira partida, graças à bela voadora na nuca que deu em um adversário. Aliás, ele está conseguindo jogar no Grêmio menos do que jogou no Corinthians, o que não deixa de ser uma façanha. Infelizmente, os gremistas também jogarão desfalcados de Horácio, o goleiro.

(na visão colorada e parcial do Valter)

Ainda dá

Jogo 9/14
Defensor 2 X 0 Grêmio
Estádio Centenário, Montevidéo
Gols: Sorondo (D) 1′ 1t e Martinez (D) 42′ 1t

Favoritismo e Grêmio realmente não combinam. O Defensor é o time mais fraco das quartas-de-final, o Tricolor já pode ir pensando em quem vai enfrentar na próxima fase. Tudo isso se ouviu nessa semana pós eliminação do São Paulo.

Mas Libertadores fácil não é com a gente! Se as coisas parecem tranquilas o Grêmio se encarrega de dificulta-las.

Começa o jogo! O Grêmio está escalado com… Ih! Gol do Defensor! […] Começa o jogo! diferentemente do convencional, essa partida não começou 0 x 0; e o time visitante, nervoso por iniciar a disputa em desvantagem, não consegue impor seu futebol mais técnico e é exprimido em seu campo de defesa.

Na metade do primeiro tempo, o lateral direito Gonzales chuta a cara do menino Carlos Eduardo e recebe um cartão amarelo. Como já tinha outro – e só por isso – foi expulso.

Agora sim! Com um a mais vai ser barbada! A cartilha diz: se tu tem um a mais em campo, toca a bola de um lado para o outro, faz o time adversário correr atrás de ti que naturalmente os espaços aparecerão e os gols virão sem sobressaltos.

Mas se favoritismo e Grêmio não cabem na mesma frase, a palavra vantagem não pode sequer povoar o mesmo texto em que haja o nome do meu time! Além de não conseguir virar, o Tricolor foi capaz de piorar tudo tomando outro gol quase no intervalo.

Depois do jogo, uma última piada: Diego Souza, o responsavel pela classificação frente ao São Paulo, recebe um cartão vermelho, e está fora do jogo de volta.

Mas, sinceramente? Ainda dá! Esse resultado não me desesperou, ainda confio no Imortal! Semana que vem a gente ganha do jeito que só a gente sabe fazer e vive se gabando por isso.

(na minha visão gremista e parcial)


O Defensor já pode ser considerado a grande sensação da Libertadores de 2007. Apesar de ainda não ter enfrentado nenhum adversário realmente superior no mata-mata, enfrentou dois brasileiros e está indo bem. A última vítima foi o Grêmio, cuja derrota ontem por 2 a 0 decretou uma bela vantagem aos uruguaios.

O jogo já começou ruim para os gaúchos; antes de poder dizer Pindamonhangaba, já estavam atrás no marcador. Isso abala qualquer equipe e não foi diferente com o Grêmio. O time não conseguia imprimir seu ritmo, apesar de o Defensor também não assustar muito. O primeiro tempo estava indo embora de maneira bem chata até, quando os uruguaios ficaram com um jogador a menos (após um chamado “chute na cara” bem dado). Parecia então que teríamos um empate, talvez até uma virada. Foi quando, no fim do primeiro tempo, o Defensor decretou de vez a derrota tricolor, graças a uma saída do gol infeliz do caçador de borboletas Saja. No segundo tempo tivemos de um lado um time fazendo jus ao nome e se defendendo para garantir a vantagem e de outro um time que simplesmente não conseguiu traduzir a vantagem numérica em vantagem alguma.

Agora ficou difícil, mas não impossível, para o Grêmio. Afinal, até o Flamengo conseguiu fazer dois nos uruguaios. Por outro lado, o Defensor não é o Caxias e parece querer ser o Once Caldas e aprontar muito ainda na competição.

(na visão colorada e parcial do Valter)

Entre os oito

Jogo 8/14
Grêmio 2 x 0 São Paulo
Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre
Gols: 17’1T Tcheco, 29’2T Diego Souza

46 mil gremistas e meu dedo indicador. Eu estava lá.

Foi injusto, o jogo de ontem. Muito injusto. Injusto porque, enquanto o tricolor paulista tentava jogar com 11 jogadores, o tricolor gaúcho jogava com os 11 no campo mais 46 mil nas arquibancadas. E foi a determinação desses 46 mil que, somada à determinação dos 11 em campo, levaram o Grêmio a estar entre os 8 melhores times da América do Sul.

No primeiro tempo, o Grêmio amassou o São Paulo, levando o time paulista a apelar para faltas violentas e para a única jogada que parece constar na lista de “estratégias” do Muricy: Aloísio faz o pivô pra cavar a falta pro Ceni bater (observação do André). Só que não deu certo, e depois do gol do Tcheco aos 19min, o time paulista nem sequer esboçava uma reação.

No segundo tempo, mais equilibrado, o Grêmio mostrou boa organização defensiva pra segurar as subidas de Dagoberto e Jorge Wagner (baaaaaita mascarado). O time paulista começou a ficar faceirinho, faceirinho… Até que se abriu tanto que tomou o segundo gol, numa bucha do Diego Souza, assistido pelo Tuta – gordo, lento, mas sempre fazendo a diferença. A frieza do tricolor paulista me impressionou: terminaram o segundo tempo tocando bola no campo de defesa, como um time classificado. Talvez não se lembrassem muito bem do primeiro jogo lá no Morumbi, vai saber.

A partida foi um típico jogo do Grêmio na Libertadores: fez o que precisava fazer, tomando um susto no fim do primeiro tempo (Leandro tocou à esquerda do gol de Saja) e outro no fim do segundo (Dagoberto, impedido, deu um balão em direção à torcida são-paulina – talvez solidário à situação deles). Durante a semana, ouvi muita gente dizendo “vocês vão ver, o São Paulo não é um Juventude”. Certamente não. Mas precisa de muito mais para ser um Grêmio também.

Quartas-de-final com Thiago e André, volto nas semifinais.

(na minha visão gremista e parcial)


Parece que o São Paulo é freguês de gaúcho na Libertadores. Depois do Internacional ganhar o título em cima do tricolor paulista no ano passado, dessa vez foi do Grêmio a incumbência de derrotá-lo.

O jogo deve ter sido bom para torcer (o que não foi o meu caso), mas a verdade é que para assistir não foi tão bom assim. Isso porque as chances de gol foram poucas, principalmente no primeiro tempo, graças ao controle que o Grêmio teve na partida. Fez o primeiro gol, deu uma parada. Segurou o início do segundo tempo, fez outro gol e depois só garantiu a classificação. Só quando o técnico do São Paulo fez as alterações no intervalo, deixando seu time mais ofensivo, que os gaúchos foram um pouco ameaçados. Mas, mesmo assim, os paulistas foram tão assustadores quanto um monstro daqueles filmes de ficção científica da década de 50. Tá, teve uma bola no travessão, mas foi de escanteio… Na verdade, o que mais assustou o Grêmio foi a contusão de Tcheco, autor do primeiro gol.

Parabéns ao Grêmio, que finalmente jogou bem – considerando “jogar bem” fazer o resultado necessário, de maneira pragmática – contra um adversário qualificado no ano. Parabéns a sua torcida, que deu show de novo (para quem não assistiu a partida pela Globo, no intervalo da partida, enquanto Galvão Bueno falava sobre a Timemania os torcedores gritavam a pleno pulmão “Ei, Galvão, vai tomar no cu!”, fazendo o narrador preferido de Roberto Marinho gaguejar ao dar a notícia). E parabéns ao Diego Souza, melhor jogador dos dois jogos, premiado com o gol da classificação. Os gremistas devem ter acordado felizes hoje com a sensação de derrotar o São Paulo pela Libertadores. Nós, colorados, sabemos bem o que é isso.

(na visão colorada e parcial do Valter)