A cidade que nunca dorme.

Acho que é bem comum os sonhos serem associados a alguma atmosfera meio lírica e sobrenatural, sabe, aquelas coisas de voo, céu, animais que não existem, leis da física sofrendo bullying, situações impossíveis e esse tipo de coisa, e esses são sempre os aspectos mais discutidos a respeito. Entretanto, nestas vinte e nova trôpegas voltas que dei ao redor do sol até hoje, percebi que a grande sacada dos sonhos é potencializar sensações aparentemente comuns: a paisagem é sempre impressionante, as luzes das ruas têm aquele brilho cinematográfico, os prédios e casas e lojas e construções ganham personalidade, o tempo é ideal mesmo quando chove, o espaço ao redor sempre possui algo novo, todas as situações que se apresentam são eletrizantes e empolgantes e até as mais humildes trazem junto uma atmosfera de aventura constante, as pessoas existem naquele estado alucinado onde tudo que acontece é grandioso e envolvente, e, mais do que isso, a identificação com elas acontece de forma fluída e cativante e a compreensão mútua é quase utópica, como se elas fossem parte de nós (e são).

Assim, não tenho escolha a não ser rejeitar a frase “a cidade que nunca dorme”. Porque, por tudo que me vez viver e sentir e experimentar, compreendo que a cidade de Nova Iorque exista eternamente enquanto um sonho.

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Vamos, futebol gaúcho!

O futebol gaúcho parece patinar há algum tempo. E não falo só da dupla, mas ver o Juventude, o Caxias, o Brasil-PEL empacados também me incomoda. O Brasil, para variar, fica também num sobe-desce eterno  no gauchão, uma vergonha pra uma torcida tão apaixonada. Quem diria que tirou o Flamengo de Zico de um Brasileirão algum dia…

Mas em 2013 parece que uma fagulha está se acendendo. O Caxias, finalmente, começou bem a Série C, alterna agora altos e baixos, mas não sai da zona de classificação. Semana passada ganhou do Guarani de Campinas, no Brinco de Ouro, e assumiu a liderança do grupo B. Neste final de semana, perdeu para o Mogi Mirim, mas continua entre os 4 classificados para a fase seguinte (lembrando que passam 4 por grupo, 8 no total. Os que passarem, fazem um mata-mata, para decidir os 4 que sobem à Série B).

E hoje, o Juventude bateu o Londrina, no Jaconi, e mantém os 100% em casa na Série D. O resultado de 3×1 reverteu o 0x1 no jogo contra o Londrina no final de semana passado, no Paraná. Foi um dos confrontos da 2ª fase, ou oitavas de final. Agora, nas quartas, o Ju pega o Metropolitano de Santa Catarina. Passando, está na Série C.

Ouvi este jogo pela Rádio Caxias AM. Foi emocionante porque até a metade do segundo tempo o jogo estava 1×0 e iria para os pênaltis. Como não tem emissora alguma transmitindo a Série D, imagino a cagada  feita do zagueiro do Ju, pela forma como foi transmitida pela Rádio, e que resultou no gol do Londrina. O Juventude, em função do gol contra qualificado, teria de fazer 2 gols. Até os 40 minutos finais, ainda estava 1×1. Num pênalti e no abafa, o Ju conseguiu fazer 2 gols e passou. E a torcida gritava “Lisca Maluco!!” ao final do jogo para o técnico do Ju, que respondia “Papo maluco!!”. Um pouco depois, mais calmo, desabafou: “O Juventude está sem dinheiro, vendeu 18 jogadores e mesmo assim a gente chegou aqui!”, e parabenizou os jogadores. Bacana.

Tomara que, sim, nossos times do interior, entrem nos eixos e cheguem, pelo menos, à Série B, porque aquilo ali está virado num Campeonato Catarinense e, convenhamos todos, Campeonato Catarinense é chato pra caramba!